terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Sobre coisas que a gente não percebe...


Eu vi uma fotos, antigas até... Em algumas estava feliz, pelo menos naquele momento. Em outras estava sorrindo, porém lembro que estava triste.

Então estive pensando nessa coisa toda de "ser feliz" e percebi que as pessoas se perdem quando pensam na felicidade como um destino, estamos sempre pensando que seremos felizes quando tivermos aquele carro ou aquele emprego ou a pessoa de nossas vidas, que vai chegar e resolver tudo.

Mas estou percebendo que a felicidade é um estado, é uma condição e não um destino. É como estar com sono ou com fome, não é permanente.

Isso vai e volta sabe e está tudo certo. Acho que se as pessoas pensassem assim encontrariam a felicidade mais vezes.

É normal ser um pouco infeliz de vez em quando ou estar triste, mesmo quando se tem ótimas coisas na vida.

Felicidade é um estado e não um destino... Ela vai, mas ela volta quando acha lugar.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Sempre Colombina?

Um dia um amigo me disse 'todo começo é sem rumo ' e agora lendo novamente o que vivi vejo quantas partes eu perdi aqui. E que bom tê las perdido porque hoje o meu meio é totalmente confiante e feliz. Ah mas que devaneio eu senti em rever o meu coração em palavras.
Ambiguidade?

Colombina 😜

sábado, 26 de maio de 2012

Sobre como era... Sobre como seria...

Se eu fosse te explicar o meu amor, talvez você pudesse compreender como ele foi intenso, talvez entendesse também, porque fiz tantas loucuras, porque perdoei e esqueci tantos erros seus. Se eu pudesse te falar, talvez entenderia, mas é complicado, porque eu não saberia por onde começar, porque nem eu mesma sei como é esse sentimento que tenho aqui dentro. Tanto tempo passou, mas agora sei que ele foi muito grande e forte, realmente incompreensivel, chegou até o meu coração e revirou tudo, mas de repente foi embora deixando apenas uma vala enorme de angustia e vazio. Quando penso em você agora, já não fico ansiosa para que você volte, já nem tenho vontade de lembrar de você. E quando me recordo, sinto apenas uma tristeza imensa por termos sido o que fomos, por termos feito o que fizemos, e por fim, por você ter se transformado nessa pessoa que é hoje, eu olho e desconheço. Mas talvez você sempre tenha sido assim e eu é que não percebia. Dizem que o amor é cego né.
Depois que fui embora do seu coração e você do meu, confesso que fiquei arrasada como sempre. Mas, pela primeira vez, não senti que era eu quem estava perdendo, mas que na verdade quem estava perdendo era você.
Afinal de contas que outra mulher te veria além do que você tem por fora? Que outra mulher te veria além da sua face? E você finge que não sabe como vale a pena amar alguém de verdade e acordar com essa pessoa, tomar café junto, almoçar, ver televisão, fazer tudo pensando um no outro.Você apenas finge que não sabe como isso é absolutamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Claro que você sabe, então porque você finge viver bem assim? Juro que as vezes eu tenho vontade de te segurar pelo braço e te levar para longe dessa vida desregrada, uma vontade de apertar o seu rosto com as mãos e ordenar que você seja mais esperto e pare com tudo isso, de gritar e dizer para que jamais você me perca de novo e seja mais compreensivo. E entenda que temos mais do que tudo o que duas pessoas precisam para serem absurdamente felizes. Apesar de tudo nós nos víamos sempre juntos, mesmo quando estávamos brigados ou terminados. E eu te admirava. Tínhamos tantos sonhos e com sonos jamais despertados antes do cheiro e do abraço. Nos recordamos um do outro de longa data e você me reconheceu logo de cara quando me viu pela primeira vez na vida. E agora quando me vê você me olha com essa carinha banal de "ela era a mulher da minha vida", ou "ela não é mais para mim" mas na verdade querendo voltar no tempo e me congelar enquanto você confere se não tem mesmo nenhuma mulher por ai melhor do que eu. Pode até ter uma coxa mais dura, uma mais alta, pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma diferente que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma igual a mim. Não tem. Porque, quando você estava sozinho, sem dinheiro e sem amigos era comigo que você encontrava os dias e as noites mais calorosos do mundo. E, quando você estava fugindo de tudo, de familiares e coisas erradas era em mim que você encontrava um pouco de chão. E, quando precisava se sentir especial e amado, era para os meu braços que você corria sempre, era comigo que você falava, era comigo que você chorava, porque sabia que somente o meu amor era maior do que tudo, que era intocável e que era verdadeiro. Porque sabia que era algo real. As vezes eu fico pensando e acho que quando você pensa em alguém em algum momento de solidão, você pensa em mim e se arrepende por ter me feito tanto mal. Imagino isso. E eu fico aqui pensando também, passei algum tempo escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo, mesmo depois de toda aquela coisa ruim. Mas chega disso. Acho que está caindo finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E que você nunca vai encontrar uma mulher como eu nesses lugares frenéticos em que procura. Eu vou para a cama todo dia com livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua ou bebendo para te esquecer ou para me esquecer.Também sou convidada para esses eventos com gente "querendo ser" que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim.
Ainda não nos perdemos mas estamos quase lá, porque sinceramente estou quase no tanto faz, se um dia perceber que ainda vive algo, e quiser assumir isso sem olhar para o que passou, faça logo, antes que seja tarde!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Um fôlego de vida

Bastaram-se os apelos e a melancolia foi arrancada pelo dorso, deu um trabalho danado mas chegamos lá. E nem se contam como dias, nem como meses, mas sim, anos. Seria improvável se não fosse real. Pesquisas diriam quase nunca, estatísticas diriam uma vez em uma década, os descrentes diriam que não existe. Talvez eu fosse uma dessas. Não mais. Sendo bom ou ruim a vida sempre dá uma rasteira na gente e quando achamos que controlamos tudo, já estamos lá jogados a beira do abismo das paixonites, das contradições, dos contos de princesas com bruxa e tudo mais. Então a melhor opção foi acreditar no milagre.
Está feito!

Colombina "inteligente"

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Seria mais fácil chorar

Eu não quero diálogos vestidos com uniformes e conversas impecavelmente arrumadas para desfiles e aplausos, frases achadas ou conselhos bonitos de se dar. Hoje preciso deixar o coração à mostra e cuspir as palavras sem maquiagem. Não ter esperança é o maior pecado que posso cometer. Estou falando de esperança de vida. Já falei aqui que esperança é nome de novela mexicana? A minha vida esta quase isso... Hoje estou morrendo um pouquinho mais do que os outros dias...
Poderia ser pior... É eu sei...
Um conflito apenas interno... Talvez...
Estou tentando encontrar uma solução para tudo com muita paz... Hoje estou sorrindo e mandando todo mundo para o inferno mentalmente.
Preciso aprender que para algumas coisas acontecerem outras precisam mudar.
Ah! Por favor não fale comigo.
Hoje tenho medo, preocupação, tristeza, raiva... Se alguém ai quiser, não cobro nada... Tem de sobra
É a tal da agonia mesmo...
Nada acalma o ego, ninguém enxuga excessos, palavras a míngua, soltas, sem tranformações de mágoas...
Estou aqui tentando destronar a falsidade e aumentar as idealizações... Mas algo desmanchou as minhas certezas... Pararam de tecer oportunidades...
O impossivel já entrou, já habita em mim, já se fez fim...
E agora só me resta torcer e esperar. Me desacostumar do costume de ser. Medo de perder o que tenho agora e depois não achar nada. Arrependimento... Sim ele me vem sem eu nem ter arriscado...
Fatos, convivências, rotinas, pessoas... Estou cansada principalmente das pessoas, essas que dizem ser o que não são... Eu já disse. Vão... De ir...
Me sopra um ventinho umido e a chuva não me lava... Continuo na minha miserável condição de não conseguir deter o tempo... Desafino, caio, me derrubaram... Levada, arrastada hoje me sinto completamente acabada por dentro. Hoje choro estas ridiculas palavras e a noitinha vou dormir e esquecer...
É uma cegueira silenciosa que me toma... Cheguei a conclusão de que o rosto humano também é uma espécie de mascara e seja lá o que tiver por trás dela eu não quero saber...
Já passaram por mim detalhes imperdiveis e almas abastecidas com sangue inocente... Essas letras misturadas aqui parecendo palavras cantam nas minhas veias e já chegam a explodir...
Graças a Deus tenho uma alma muito bem disposta e ela me faz aprender muito bem as lições. Me apronta mestres, me guia...
Não estou interessada em teorias, procuro as coisas utéis no momento, ação de minuto em minuto e se puder de segundo em segundo... Servir, ser, poder, ter...
Instigar vocabulários, pensamentos, provocar sentimentos... Procuro verdades e não conceitos prontos, destes estou farta...
Estou fazendo pausa nas minhas pausas... Estou buscando o inicio e ainda estou tentando alcançar o céu... Desencontrada...
As horas breves e alegres são agora tristes e compridas. Os olhos desaprenderam de chorar o que somente as palavras sabem expressar. Já nasci perdida.

Colombina... Apenas triste...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sim.. Um... Entendo!

Deus é grandioso...
E acharam por um breve momento de pensamento que eu iria para o inferno por isso ou aquilo.
Já ouviu falar em misericórdia? Tolinho. Desmedidamente ele sempre se mostra ser um cara e tanto.
Isso mesmo, porque nos segundos em que me encontro em maior desespero e agunia ele tira as minhas angustias de sintonia.
Pare!
Não tente entender, apenas eu entendo.
E é por essas tantas "transformações" disfarçadas de Deus que consigo acreditar n'ELE em mim e por mim.
E é por isso também que ainda consigo acreditar que ser feliz é estar bem consigo mesmo apesar das mazelas e buracos que se tem por dentro. Mas é também não acomodar a alma e o coração à sujeira em que se vive. Continuo aqui inquieta na busca interminável por aquele que tudo limpa.
É, talvez eu seja o tipo de escritora mais nonsense, igual a muitas outras, daquelas que não ri ou chora mas sangra em palavras, quando a carne se fere em sentimentos sejam eles bons ou ruins.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É do cheiro que alucina depois do abraço e do beijo calado...

Já parece existir de algum jeito, um mundo e um sonho novo toda vez que eu te vejo. É que estou sentindo um friozinho aqui na barriga e um calor dos bons no coração. E não precisa, de malicia. Se soubermos com olhares nos traduzir um tanto um para o outro. Põe a mão no meu rosto assim mesmo, me abraça, me envolve. Deixa os nossos cheiros se encontrarem vez ou outra até brotarem palavras de carinho que só saem quando nos sentimos olhados com amor. Apenas não deixe de chegar e permita que o meu silêncio converse com o seu. Mãos dadas. Às vezes a gente nem precisa mesmo de palavras.

Colombina... Jeito novo...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nonsense

Sou eu entre aspas. Eu a narradora de histórias. Eu a encantadora influência desmembrada de êxitos. Eu que fui mar e hoje tento ser céu para cortar velas com aquele azul febril. A que junta pedaços mas tritura cacos. A que olha com pena e sente desejo e que vive todo dia pelo menos umas oito horas de devaneios malucos. A senhora da razão? A sem coração? Não. A que tem medo de sofrer ou de vingar a morte dos pensamentos positivos que lhe visitavam em outra vida. A que acredita que todo verbo no futuro é imbecil. A que sempre perde apostas e sempre se esquece das coisas mais importantes. A que espera uma pedrinha nem que seja a mais pequenininha. Eu que quando dou gargalhadas as solto da maneira mais espontânea e nessas horas tenho certeza de que sou feliz e que por dentro sou feita de sorrisos. Eu sou a moça que coloca uma rosa bonita atrás da orelha e só a tira quando murcha. A que adora passáros principalmente os beija-flores. A que faz um balaio de plurais estancando a ferida mais funda. Profunda, perdida, esquecida, observadora, atriz. Sou aquela que sente o perigo antes de subir as escadas e aos invés de correr salta um por um como uma dama no teatro. A que se arrepia com a voz mais estremecedora de tão meiga. Voz essa que talvez não seja passageira. Temo, receio, titubeio a descontinuidade das coisas quando me apego. Laços feitos, vidros quebráveis, extravios. Entrar? Entrei? Dúvidas, perguntas, fragilidade. Sou versos de melancolia com resquicios de leituras diárias. Está vendo meu aconchegante lar querido também sei falar de mim, mas falar de mim também é falar de amor. Não adianta sou mesmo amor disfarçado de amor, sou loucura desbravando a razão de uma mente infinita de espaços vazios, desconhecidos. Sou a sátira que não cabe e que se abre sem ter parte. O melhor dos piores sonhos indo parar na lampada mágica do Aladim ridicularizada pensando, esperando ser o primeiro, o segundo ou o terceiro desejo de alguém. Eu que levanto bandeiras sem mastros e vivo a premeditar desvalidos e mediocres passos. Te faço virar bicho, te bagunço, te confundo. Sou águia, sou vento, sou um reflexo de instantes vividos no principio de memórias largadas a própria sorte. Sou arte, sou mar e quero ser céu também. Mas sou anatomicamente diferente você tem um coração no peito já eu sou toda coração, vão. De ir. Sou contradição, verão. Sou eu colada aqui perdendo um pedaço de mim. Escrevo, releio, apago, rabisco a vida como tinha de ser. Penhascos, muros, buracos me aguardam... Alma'minha que a aproximação entre nós seja em breve restabelecida. Bem, bem sem distração até amanhã sou a mulher mais forte que já conheci e repitirei isso toda vez que nascer o sol.

Colombina... Pela toca do coelho...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não encontrastes? Mas há tesouros de mim por toda parte. Me ache.

Ah! então só o que falta agora é um abraço, dois braços, um coração e o que mais vier junto. Acho que a minha cota de exigências já está no fim, sinto que o inesperado me rodeia. E eu ainda só sei falar de amor. Mas não espere uma palavra doce ou uma mensagem de boa noite acho que desacostumei mesmo dessas coisas sobre conquista. Preciso que você me ensine pode ser? Aprendi a ser sozinha então o que me basta eu acho que cabe aos outros também ai acabo sendo taxada de a "sem coração" e isso as vezes me incomoda. Eu já disse aqui que a minha vontade é de céu? e continua sendo. Ainda estou tentando descobrir uma forma de ir até lá. Sem me arranhar. Sou fragmentos de dúvida e medo. Meus impulsos são exagerados e de uns dias para cá sinto que estou tão diferente como se nunca tivesse amado ninguém. Me sinto tão, mais tão diferente que é como se a minha alma nunca tivesse sentido. Não consigo pertencer ou me adaptar. Minha distância que é recebida como frieza é só uma forma de defesa do que virá depois. Aprendi a ser eu mesma porque antes eu era feita de conceitos alheios que me torturavam com suas imposiçôes e hoje sou mar, sou flor, sou brilho e sou música também. Não quero amar de relance e nem por desafio quero alguém de verdade, de carne e osso, mas de cérebro também. Quero correr na chuva e esperar uma ligação com ansiedade, quero receber e-mails de bom trabalho, quero brigar por ciume e desejar boa sorte, quero tudo isso que já tive mas agora quero que seja de verdade, quero que seja de coração, quero lágrimas de saudade. Quero alguém para me amar, que queira conhecer meus segredos, desejos e vontades, quero pele e quero também uma boa maldade. Alguém que me liberte, me expulse de mim e me mostre uma arte original e verdadeira. Sem ensaios e apresentações fajutas. Eu não quero nada impossivel, quero realidade, alma e vida, seriedade. Alguém que me goste sem maquiagem, completamente sem produção, com marcas de lençol, rosto inchado, amanhecida. Não quero recomeços, quero algo novo, surpreendente, algo que seja sempre e não seja uma montagem. E quando vier prometo partilhar minhas tentativas de céu. Mas não quero cuidar, quero ser cuidada. E a luz que vier desses olhos serão para mim como setas para a felicidade. Mesmo que demore acho que estar calado também é comunicar. Te darei boas vindas. Sou um pantano cheio de possibilidades. Me ache, me ache.

Colombina.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Oras se fosses menos prepotente, talvez a tua genialidade viesse à tona.

Essa estória de apagar o passado, virar a página, riscar, não adianta é de nada, o melhor mesmo é pegar esse livro aonde a gente vai escrevendo a nossa vida, a nossa história e por fogo, assim só restarão resquícios de lembranças queimadas indo embora com o vento. Porque desde crianças os nossos destinos andaram de mãos dadas, por mais que de vez em quando a gente passasse em meio a alguns temporais e largássemos as mãos eles se entrelaçavam sozinhos novamente. E acontece até hoje, a gente se some, se enraivece, se esquece, mas depois sempre sou pega de surpresa vendo o seu destino raptar o meu de novo, mesmo que seja por uma coisa ruim como essa de ontem. Uma coisa assim, de fazer tremer a pele, bater mais forte o coração, palavras e mais palavras de desprezo todas da boca para fora e por fim fazer os olhos chorarem lágrimas de dor. Ah se a individualidade realmente existisse e cada ser humano pudesse viver constantemente sozinho sem se apaixonar, sem amar, sem lembrar, sem querer ninguém. Se conseguissemos ser assim tão auto suficientes e de alguma forma viver em um lugar aonde ninguém pudesse me alcançar, nem você com esses braços tão maiores que os meus. Se eu tivesse o poder de fazer você engolir a seco todas essas palavras faladas, pensadas, todas as palavras vindouras de um coração enraizado de arrogância, palavras que até hoje você usa para me ferir. Tudo o que eu mais peço a Deus é para que ele navegue comigo nesse mar em fúria, e me ajude a conseguir passar pelas tempestades que só querem me fazer naufragar, que ele sustente as minhas velas e faça o meu casco forte, e me guie até a praia, porque até hoje só consigo vê-la da minha luneta ao longe. Apenas encontro garrafas boiando com mensagens dentro, prometendo a bonança tão esperada. Quase não consigo mais ser capitã desse navio, o mastro está ficando cada vez mais pesado, e já quase não consigo girá-lo para o lado certo. O céu a noite distrai a minha mente, me fazendo enxergar apenas as estrelas que parecem os teus olhos ou o teu sorriso. E quando é dia só vejo miragens da tua boca me chamando. Já avisei a ti Senhor que estou quase morrendo, não tenho mais comida, nem água para beber, a minha tripulação já não existe mais, foram todos mortos por aquele monstro que estraçalha corações, seus corpos a terra não há de comer, e suas almas estão a vagar por este mar nebuloso. Já avisei a ti Senhor que estou quase desistindo, por favor me tire destas águas revoltas e me faça aguentar firme porque sei que esta dor está findando e não quero morrer na praia.

Colombina

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tudo o que ficou!

Lembrar e relembrar como tudo começou...
Ouvir você com som alto na minha calçada, buzinando, olhando para a porta e esperando eu abrir o portão… Toda vez sempre igual.
Mandar emails quando brigavamos, buscando uma reconciliação, te escrever cartas, tentando materializar o amor sentido dentro do peito, mensagens, as mais inesperadas possiveis.
Te abraçar, sem o tormento da perda…
Tardes de TV jogando o tempo fora, filmes no meu quarto, mais edredons e pizzas na sua cama, meu chiclete e o seu chocolate guardados dentro do carro.
Andar léguas de mãos dadas, mesmo que estivessem suadas.
Suas broncas…
Me levantava com um braço só,
Cheiroso…
Sentir sua respiração.
Seu sorriso que me fazia sorrir…
Fazer carinho nas suas costas, enquanto você fingia que dormia só para eu não parar de deslizar os meus dedos…
Dizer que você era lindo e era meu, quando te sentia chateado...
Passar noites acordada, a você me juntar, ignorando o que eu não gostava, só para ficar mais perto de você.
Dividir amigos…
Espalhar carinho…
Passar tardes de domingo na sua casa, te vendo jogar video game, sem nem me deixar encostar nos controles, sem me dar conta das horas…
Estrada de chão, poeira...
Escutar suas angústias com a familia, tentar te convencer a fazer o certo…
Te cobrir, ver você dormir…
Esperar todos os seus momentos…
Esperar você pular a janela, sem os cachorros latirem.
Aprender a gostar mais ainda de futebol…
Apenas um natal…
Apenas um dia dos namorados…
Poucos aniversários…
Te olhar passando o perfume em um espelho, mas o cabelo só podia ser penteado no outro banheiro...
Observar logo cedo você preparar leite com toddy no microondas, jogar leite em pó dentro e comer com a colher...
Ouvir você pedindo suco de limão para a minha mãe todo final de semana, enquanto eu tomava refrigerante.
Rir quando você ganhava um tênis novo e se gabava sempre...
Escutar você falando sempre sobre dinheiro.
Ouvir você dizendo que todo mundo era um saco.
Ler os seus gestos, entender o seu jeito machista e orgulhoso, admirar as suas visões sobre a vida que passava na nossa frente…
Sempre escrever sobre você nas minhas agendas de adolescente…
Parabenizar pelo ganho do primeiro carro.
Te abraçar quando sua mãe viajava.
Meu medo de te perder.
Nossa fama.
Andar na rua…
Viajar aqui para pertinho uma única vezinha e ao invés de curtir, dormir a tarde toda…
Aguentar que você tinha aprendido a beber, sair, mentir, trair...
Parar para tentar te entender, perdoar, enchergar, abraçar, amar, parar para viver você…
Podiamos ter passado mais tempo fazendo coisas juntos, como as noites de teatro, cinema, fondue…
Ficar deitados até mais tarde, conversando, rindo e brincando de lutinha…
Ter encontrado um jeito de passar por cima dos nossos dramas mais tranquilos, esmaga-los e esquece-los…
Passar mais tempo na sua casa e dividir mais pensamentos e desejos.
Você ir comigo aonde eu quisesse…
Nos conhecermos ainda mais…
Saber se você largaria tudo por mim, e passaria junto comigo todas as tardes até ficar velhinhos…
Perder mais tempo beijando em vez de falando, amando em vez de brigando, esquecer o horário, ter parado de ir embora querendo ficar mais, ter deixado de lado um pouco os amigos, Perder tempo sorrindo…
E amar, pular, brincar… E dividir mais o sofá, o tapete, o chão, o seu coração. Te ajudar a cansar menos durante o dia e cansa-lo muito durante as noites… E levantar, se entregar e dar boa noite todo dia e avisar sempre aonde ia, recomeçar toda manhã, fazer mais dengo, te fazer sorrir mais.
Devia ter esquecido para sempre as magoas que sempre nos perseguiram, devia ter parado de ficar parada esperando as coisas aconteceram por si próprias, decidido logo se abria a porta ou te mandava embora, parado de derramar minhas lágrimas por todos os lugares, deixando sempre um rastro. Mais confesso que ainda arrisco, te espero, e espero o tempo me dizer a hora de parar e desistir. Mesmo diante da sua e da nossa ridicula, imatura e orgulhosa necessidade infinita de se afastar e se ignorar, amo você. E por tudo aquilo que vivemos não te esqueço e te pinto sempre na minha memória. Volta!

Colombina...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Enfim, agosto...

O Caio disse que é tolo entrar em depressão com pouco mais de 20 anos, e é mesmo, tanta coisa para viver, ver, sentir, ter... E eu aqui nesse marasmo infinito, mas confessso que é dificil me desvencilhar de coisas que a pouco eram minhas e no minuto seguinte já não eram mais.
Ah é que as vezes me chegam dias como hoje, em que reconheço que não posso lutar em guerras para as quais não tenho armas, hoje me sirvo de pensamentos um tanto realistas, de que certas coisas não me servem mais, pensamentos do tipo "chega" e "é perda de tempo" algo desse tipo, acho que paciência não combina mesmo com sentimento. O silêncio só aumenta a minha ansiedade, e eu nunca consigo terminar o que começo, quando vou ver já estou no meio, perco o inicio, daí antecipo o final, e isso está se tornando cada vez mais ácido. Por vezes tento me controlar, busco um foco, mas quando vejo uma luz, olho para o lado e vejo mais umas dez, a qual devo seguir meu Deus? talvez eu complique demais, talvez eu precise de um calmante, ou uma dose de desesperança, só me interesso pelo que ultrapassa. Quero coisas normais, quero querer coisas normais. Afinal por onde anda a minha vaga? e o meu caminho? essa trilha me tirou da estrada, me levou a um atalho que só me faz andar em circulos, alguém ai me manda um sinal? fumaça, gritos sei lá qualquer coisa. Chega em mim e me chacoalha, talvez isso funcione. Concentração: preciso disso, me concentrar no que mais me interessa, mudo de idéia tão rápido, porque? complicação é meu sobrenome e a complexidade me acompanha. E quando passo pela porta do quarto, logo atrás vem a duvida, pregada nas minhas costas. Eu ando sorrindo mentiras por ai, ando tentando querer mais o que é importante. Todo mundo precisa se perder um pouco para se encontrar, mas eu não estou nem perdida, já estou esquecida. Quero o caminho de volta se é que ele existe. Talvez me falte coragem, por vezes sou medrosa... Por vezes sou fria... Por vezes me acomodo. Me sinto pequena demais para um mundo tão gigante, e percebo que estou cada vez mais ficando para trás. Hoje amanheceu o primeiro dia de um mês assombrado. Agosto entrou enfim pela ponta dos pés, para mim podia ser um mês apenas no calendário, mas ele está aqui de volta fazendo seus talhos na madeira marrom da memória, em plena luz do dia vejo o fio de sua navalha afiada avaliar as minhas feridas e o sangue se espalha lentamente pela minha pele. Me aperta a deslumbrante certeza de que em mim está sendo despejado dias misteriosos que começam a fluir em meus olhos marejados de lágrimas, busco no céu azul celeste sem fim a razão destes muros cada vez mais altos que o medo tem levantado a minha frente. Estou parada, a vida lá fora é indiferente, ela continua a seguir e a minha correnteza não a alcança, talvez eu não queira acompanha-la, talvez eu seja medrosa o suficiente para não encara-la, posso manter a distância que quiser, não vai dar certo. Não quero ficar para sempre presa a memória de um verão. Não. Não quero tornar a segurar a lança pela ponta. Mas sei que todas as noites as escondidas enquanto durmo alguém foge com as minhas certezas escondidas entre os dedos. Pelo menos deixe um bilhete na minha lapide, caso eu acorde.

"Não quero lembrar. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam. Agora já passou. Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente."

Caio F. Abreu

terça-feira, 26 de julho de 2011

Uma rima pregada na boca!

As vezes parece o que tenta ser.
E esconde o que é de embravecer.
Se alimenta de dor e sonhos,
Muitas facetas e olhos risonhos.
Titulos seus,
Agonias mutuas.
Orgulho por provocar tantas amarguras.
Esperar o que? Se está tudo perdido,
Mas já tens todo caminho andado,
Ou um tempo esquecido,
Tua rima não gruda.
E teu peito endurece.
Quanto mais se junta,
Mais desaparece.
Indiferença nata,
De dar e vender,
Só o que fica na caixa,
É o jeito de ser.
Tantas fotos,
Tantos risos.
Quer sufocar,
O que está esquecido.
Se engana e se fecha,
Se mata e se impôe,
A uma sociedade injusta,
Olha até aonde vai a tua astucia.
Se prende e erra,
Num jogo sem luta,
Quem dá as cartas rouba,
Quem está de fora julga.
As queixas são tantas,
Que não cabem em espaços,
Porém a saudade é tanta,
Mata até os passáros.
Faz-me esperar pela quinta vez,
Podem passar mais dois anos,
Ou até mais seis.
Minha fé é grande,
Meu pavio talvez.
Mas meu amor é sorte,
De tanta morte se refez.
Saber é escolha,
De quem aprendeu a ser.
Eu não pedi,
Mas meu ardor é você.

Colombina

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sabe aquelas horas em que afago os teus cabelos? O nome disso é carinho e amor verdadeiro!!!

As vezes o amor ilude, engana, promete, distrai. As vezes ele embaralha, alegra, confunde, machuca. E pessoas que pensamos conhecer há anos acabam virando meras desconhecidas do nada e, outras, que chegaram agora, parecem saber quem somos há duzentos anos. É tão dolorido, mas infelizmente é assim que as coisas são para "alguns"…
Porque por incrivel que pareça isso não acontece com a gente, posso ficar mil anos sem te ver, que quando te reencontrar saberei exatamente tudo, basta olhar no fundo dos teus olhos, porque você quase se entrega e me diz tudo com gestos, frases implicantes e olhares encabulados. Os nossos cheiros se misturam e a nossa pele se retém ao toque que é único, você por vezes ainda meio sem jeito e com um orgulho bobo, procura não me abraçar muito, mas logo demonstra com um sorriso estonteante e com palavras que apenas nós dois entendemos. E toda vez que te vejo, fico parecendo uma menina que acabou de ganhar uma boneca. Ah eu queria ter você assim todo dia, no meu colo só para mim, e me recostar no teu peito, para ser afagada como se deve ser, sentir teu cheiro, e a tua mão na minha perna, ser pega de surpresa com o teu abraço tão maior que o meu. Meu coração doi as vezes, e meus olhos chegam a ficar molhados, é por causa da falta que você me faz. Quando eu era pequena e me machucava ou estava sentindo alguma dor, todos os adultos diziam que era só dar um beijinho que passava, então será que se eu der um beijo no meu coração ele sara?

Colombina... A que quer de volta...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

E todo dia ela se refaz!

Andei pensando coisas. O que não é raro, dirão os insensiveis. Ou "o que foi desta vez?" - questionariam os complacentes. Para estes ultimos, quem sabe, escrevo. E não falo, digo: andei pensando coisas sobre essa moça que alguns chamam de "Colombina" e sabe a conclusão que cheguei? que essa moça é uma pessoa de primeiras vezes. De insensatez.
O primeiro abraço pela manhã a fascina; principalmente porque não existem esses abraços, apenas pessoas para tropeçar em seus passos. Só mesmo a lentidão das horas tem espaço nessa pequena porta que atravessa… E não demora muito para o seu brilho ser ofuscado por outras cores que se impõe. O vento ultrapassa barreiras e a vida começa todo dia sua rotina desumana: gritos, traços, correria, teclas, contratempos… Porque a saudade sempre desperta quando os seres humanos não abrem os olhos? Ela acha tipos, enfia as mãos no rosto, acelera a caminhada e volta para casa.
De vez em quando espia a lua de sua janela enquanto procura nomes escritos nas paredes. Um soluço, outro soluço e as nuvens se embaraçam ao longo de seu olhar. Quando tudo faz silêncio é hora de fechar as trancas e se esconder no sono… Rotineiramente ela espera pelo sol; mas nem sempre seus raios a agarram em tons coloridos pelo céu de seus desejos. Mas quando chove, ela gosta, porque dá mais vontade de dormir quentinha; parece uma menina boba debaixo das cobertas vendo desenho, esperando que um sopro arteiro a enlace, fazendo "mover" mais uma vez; e quando levanta parece mulher com a roupa toda amarrotada exibindo suas formas aprendendo a ser elegante… Quando a tarde vem, ela conta os minutos, esperando a noite chegar. Segue cada passo de um show interno de fogos que a faz respirar fundo recebendo as lembranças antigas que provocam sensações de montanha russa. Vez em quando derrete. Vez em quando aponta. Vez em quando salta, e só… Coração roubado, amores imperfeitos…
Até chegar a entrada passa pela cozinha onde prepara qualquer coisa leve. Mas não consegue e volta para o quarto, carregando um copo. Por lá se encontra com livros ou com sons, tentando esquecer notas e muitas vezes de si mesma, encosta e fecha os olhos, sente um frio e faz uma oração, uma prece e quase chora, quase morre… É assim, termina adormecendo ali e acorda só de manhã, nunca anda descalça, está sempre de pijama bambeando pelo meio da casa. Outro dia, mais um... Chega no branco e escreve. É desse jeito que ela vive com personagens. Planta lembranças, colhe desepero. Dias inteiros se acumulam naquela tela em baixo daquela lampâda que ilumina aquele lugar cercado de falsidade, ignorância e hipocrisia. Tudo ali junto, tudo sendo sentido por peles nada merecedoras de um massacre. Rodeados de inveja e uma ganância imoral. E ela simplesmente não se aguenta, se escora e por isso sempre escreve o meio e o fim de suas histórias, porque o começo ela nunca sabe aonde vai parar. Ela quer mesmo é dar um adeus definitivo. Já percorreu o universo inteiro; mas nunca esteve aonde queria estar. Se encontrou, reencontrou e se perdeu, não tem confidentes. E amanhece sempre sozinha… Espia os passáros e procura saber sobre o tempo e o lugar. O coração é antigo, com decoração inalterada com portas e janelas fechadas para qualquer coisa. Largada por si mesma a míngua, nem ela entra. E vive bem sozinha. Mesmo tendo familia e cachorro. Que por sinal conhecem suas manhãs e manias. Se ela pudesse nem sairia de casa durante o dia. Talvez assim suas histórias não seriam expulsas de si mesma, entregando a todos a sua realidade escondida. Olhos marejados, exaustos de ver a tela do computador... Tenta ser poeta ou escritora, para se tornar uma testemunha eterna de sentimentos vividos, caça moldes e formas variadas de si. Segue suspirando sonhos, dia após dia. Até que me encontrou aqui e todo dia vem me contar o que há.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quero paz, quero mais...

Ah, tem coisas que quero tanto. Meu Deus, me dá cinco anos novamente por favor.
Me dá um pé de cereja com bastante cor, me dá um dia de Natal e a sua véspera, o barulho das pessoas chegando felizes.
Me dá a adedonha para eu brincar, me dá uma noite sem fim para eu dormir no colo da minha mãe. Me dá o amor da vida toda, felicidade infinita e medo sem partida,
me dá o ombro, me cura do trauma de ter ficado grande, ó meu Deus, meu pai, meu pai, por favor, por favor. Dá logo uma volta inteira na terra e me busca aqui, me tira desse labirinto. Sara aqui esses buraquinhos que fizeram no meu coração frágil, tira de mim os olhares famintos. Me salva do poder de deduzir tudo de ruim. Me encontra aqui no fundo da rotina, me liberta desses meus dias. Ofusca em mim um brilho natural que seja capaz de afastar a dor. Equilibra a minha balança do bem e do mal. Me exponha as luzes do teu sol e de todas as suas criações. Me mantenha em baixo de suas asas, e não deixe que o amor venenoso me afete cada vez mais. Arranca de mim o ódio penoso e apaga da consciência esse amor enganoso, que só quer saber é de maltratar. Tira de mim o dom de doer. Me ensina a esquecer. Me perdoa se passei do ponto e atravessei os limites, fiz tudo tentando acertar. Mas enquanto eu acho que é tudo dor e saudade tu vens e trabalha sem transparecer, só para eu me sentir mais leve. Obrigada Deus. Amém!

"A vida é assim, Senhor? Desabam mesmo pele do rosto e sonhos?"

Adélia Prado

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A noite ultrapassou a si mesma, e se fez em manhã triste!

Horas de descontentamento como aquelas, servem para mostrar que a tempos eu estou me desprendendo sem nem perceber e que o vazio aqui dentro que a muito gritava, está quase todo preenchido. Já o seu consegui ver de longe, mesmo te vendo no alto era nitido que está cada vez mais perdido. Eu poderia chamar (te encontrar do nada) de conhecidência, mas acho que escolho chamar de azar mesmo. Perverso. Acordei pensando, e juro por Deus que fiquei rindo e sorrindo de uma situação tão desprezivel. Estou com a música de ontem na cabeça "E se a vida te der alguém melhor que eu DUVIDO e se o amor vencer todos os preconceitos, que você seja feliz, feliz, seja seliz eternamente" esse duvido ai faz parte da música mesmo, mas é isso o que desejo, que seja feliz. Você não sabe mesmo mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito está diminuindo, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos. Não sabe quantos livros posso ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os meus filmes favoritos. Não sabe o quanto amadureci. Você não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Não sabe que eu quase nunca mais me atentei para a saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Você não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia, e nem imagina que foi você quem me ensinou esta alegria. Não sabe também que hoje não acordei com aquela vontade imensurável de matar a saudade escrevendo sobre você, simplesmente porque não despertei com a minima saudade da tua pessoa. Não quero mais lembrar, porque só faz é mal ficar me recordando das coisas que se foram e não voltam. Por isso estou enchendo o peito agora com mil suspiros, para ele ficar logo bem levinho. Sabe que pessoas como eu sofrem mais e se decepcionam mais? mas também por outro lado crescem cada vez mais, e nesta segunda feira digo mais uma vez um "Oi" bem bonito para a distração. E a partir de hoje vou começar a pensar que se estivermos mesmo destinados a ficar juntos encontraremos o caminho de volta, e que talvez as horas amargas de uma noite terrivel, sejam as boas vindas para um dia doce. Posso perder tudo na vida, menos o espaço e as letras. Porque apesar de tudo de ruim que já fiz, passei e senti, sou forte e mereço o máximo do bom que existe e sem culpa.

Colombina.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Constantemente, inconstante...

Você olha de longe e não percebe e se não se aproximar nunca vai saber: Que gosto de livros e mpb, queria saber dançar, troco uma balada para assitir uma peça, gosto de andar até as pernas reclamarem, tenho preguiça de filmes de ficção, e vejo pequenos detalhes onde os outros só enxergam rotina. Adoro analisar as pessoas. Não procuro saber sobre você, mas sempre tem alguém para falar algo, não fuço as suas páginas sociais, nem pergunto sobre a sua vida, pode acreditar porque é mesmo verdade. Odeio futilidades e o jeito das pessoas que querem ser demais, alguém avisa a elas que é ridiculo ser assim. Sei que fiz uma coisa ruim, mas não me esqueço, as vezes que me traiu e depois chorou arrependido sem me dizer o porque, não esqueço as vezes que gritou, as vezes que usou palavras feias só para me magoar, as vezes que mentiu e me deixou com cara de boba, as vezes que me deixou por qualquer uma que passava na sua frente, também não me esqueço das minhas tardes sentada nas escadas chorando por causa das suas atitudes, das vezes que desligou o telefone na minha cara, das vezes que passou na minha frente com corpos estranhos que nem sequer conheciam o seu coração, as vezes em que preferia a companhia de amigos que na verdade não eram amigos nem deles próprios, as vezes em que eu não dormi, as vezes em que eu não conseguia comer e nem pentear o cabelo, as vezes em que as lágrimas desciam na frente de estranhos e eu sem conseguir evita-las, as vezes em que meu coração doia tanto a ponto de... Na verdade estou tentando através dessas teclas escrever o que eu sentia, mas é impossivel. Quem faz o mal, não o sente, mas quem recebe nunca esquece. E até hoje quando eu lembro a minha alma dói, então se formos pensar talvez eu não mereça ser tão julgada não é verdade? O fato é que eu me rebelei porque já estava cansada de tanto ser colocada de lado toda vez que você tentava se apaixonar por outra e ainda dizia que era para tentar me esquecer, aquela altura eu já estava cansada de chorar, de não dormir, de não dar conta de fazer nada direito, de não conseguir me concentrar na minha vida, de ver tudo o que eu via, de ouvir, de ter que aturar, sempre me pediam para esperar, para ter calma, paciência, mas eu já estava exausta de ser boazinha, de ser feita de idiota, de não ser valorizada, de amar sem ser amada, meu primeiro amor e meu primeiro sofrimento. Eu já estava cansada de ser maltratada, de todo dia você encravar uma faca no meu coração, de sofrer e doer tanto, a ponto de sentir a alma fora do corpo, meu Deus é inexplicável o quanto você me fez mal, o quanto você me torturou, é incompreensivel o quanto você me machucou, o quanto derramou o meu sangue em vão, o quanto fez buracos na minha alma que era tão doce, o quanto foi cruel a ponto de rir e achar engraçado, estou descrevendo e sentindo toda aquela dor novamente, e sentindo raiva também, porque eu não merecia tudo isso, eu te amava tanto, tanto que daria a minha vida por você. Eu abraçava o travesseiro para ver se amenizava, mas é fora do normal a dor que eu sentia, eu definitivamente preciso parar de escrever sobre isso, porque eu não consigo me expressar o suficiente para que qualquer pessoa nesse mundo entenda o que eu sofri, porque droga é impossivel explicar, o quanto você me magoou. Mas sabe o que é pior? você ainda quer ser o dono da razão e o certo em tudo, será que você não encherga? será que nem ao menos se lembra? eu poderia agora colocar a minha mão dentro do seu peito e arrancar sem piedade o seu coração sangrando, para ver se você consegue compreender o quanto foi duro, a minha dor não era só emocional, era fisica... Eu poderia ficar aqui o dia todo escrevendo todas as coisas ruins que você fez comigo, mas realmente não caberia neste blog, o que não cabe nem na mente de uma pessoa sã. E agora eu me pergunto, porque ainda escrevo sobre você? porque diabos eu ainda lembro de você? porque eu ainda amo você? se você nunca foi merecedor do meu amor. Ah que coisa mais estranha para um simples ser humano compreender, só Deus sabe o quanto te amo e te odeio. As vezes tenho vontade de escrever o seu nome aqui umas mil vezes, e tenho vontade de te mostrar esse meu refúgio, para ver se você entende o quanto foi injusto comigo, mas você é tão orgulhoso e tão machista que nem assim compreenderia. Ai que cabeça dura você tem. Será que não vê, que estamos"kits"? e por tudo isso eu te perdoei, então perdoa também. Sabe estou cansando de tanto assustar e afastar as pessoas, cansando de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar para trás mais uma vez.
E quem vai cuidar de mim? Quem vai levar de prêmio o meu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o meu coração pesado? Se não for você, não conheço outro. Apostem suas moedas, e esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, eu também espero, e esperar dói.

"Eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho".

Tati Bernardi

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ao menos arrisque me carregar junto de ti...

Já faz um tempão que invento e reinvento os meus próprios dias, é que por vezes quase não me aguento de tanta ansiedade para esses dias acabarem logo, imploro... Acaba logo, acaba logo, quem sabe não se passe pelo menos um ano de uma vez, ah se eu pudesse, atravessar a vida como louca, sem dar importância a coisas que maltratam, e ultrapassar essa correnteza de pesadelos intermináveis, chegar ao outro lado, ao grande topo, inteira e completa. Que falta faz o teu abraço tão maior que o meu, me fazendo sentir quentinha e protegida. Sonhos para mim são como se eu estivesse presa em uma caverna qualquer, com fome e frio, é que a maioria deles sempre me deixa com mais saudades, os meus sonhos com você são sempre tão reais, quando vou agarra-lo acordo com a sensação de invalidez. Tem dias que chego a pensar tanto em você que me esqueço completamente que não é somente aquela avenida inteira que separa nossos corpos, mas sim uma ponte destruida ao meio, é impossivel passar por ela, ponte que me levou do paraiso ao inferno em apenas um segundo. Tempo, tempo, tempo, ele diz que cura as feridas, mas ele não cura é nada. E eu fico aqui tendo que fingir a todo momento que passou, sóbria, sentido tudo sem anestesia, paralisada quando você passa por esses meus pensamentos malditos e eu sinto seu cheiro pelas grades da minha memória. Estimulante quando falo com você e fico tão feliz ao ponto de tremer e o coração pulsar chegando a quase me dar um troço qualquer e eu cair por ai, tendo que ser amparada por algum desconhecido. Grande Sr. do psicológico ultra superior e avançado, o que ganhas me trazendo tanto sofrimento? vingança? ou é apenas uma forma de se divertir um pouco por saber que está sempre em meus desejos? Ah esquece esses teus devaneios malucos, me encontra devagar, sem pressa, me identifique, me analise, olhe profundamente nos meus olhos, me perdoe, me cale e me beije como só tu sabes.


"É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto."

Tati Bernardi

quarta-feira, 6 de julho de 2011

São tolas e lindas as coisas que sinto por você!

A vida é feita de encontros e despedidas, a todo momento.
Houve um dia que eu me encontrei de uma maneira diferente, de um jeito que nunca havia conhecido antes. Esse novo encontro comigo mesma implicava numa despedida. Mas dessa vez era um adeus real, então caminhei, Mudei. Alguns não entenderam, outros se rebelaram e alguns preferiram se afastar. E eu cada dia mais me encontrava. Caçadora de mim. Em paz. Me acostumando com essas despedidas. Entendendo que elas sempre fariam parte da minha vida. Mas logo depois me perdi completamente.
É interessante como algumas situações na nossa vida moldam "a argila do nosso caráter", eu li isso em algum lugar. Desde sempre eu sabia que de vez em quando iria te ver. E sentiria coisas que só eu posso entender. Então chegaria em casa chorando, seria carregada para a cama, num clima melancólico, mas ao invés de dormir ficaria algumas horas, quieta, derramando lágrimas, sentindo falta. Até que a dor da saudade seria tão grande que eu pularia para cama da minha mãe e ela me afagaria, quieta, sem poder explicar minha tristeza. E algum tempo depois, lá ia eu de novo, pensar no que eu poderia aprender com isso. E eu ficava ali analisando a situação, valia a pena. Sempre. Bom, acontece até hoje.
Isso me ensinou uma coisa valiosa, que eu carrego e sempre carregarei comigo. Minha mala está sempre pronta, debaixo da cama. Estou sempre pronta para partir. Minha casa é onde estou. Se estou sentado na sua cama, ouvindo sua voz, ali é minha casa. Se estou debaixo de uma chuva, caminhando sem destino, ali é minha casa. Fechar os olhos e lembrar disso me faz respirar uma liberdade nunca antes vivida. Foi uma coisa boa que aquela dor me ensinou. Meu porto seguro é o vento. Cresci.
Te reencontrar as vezes é amar sabendo que a dor da despedida nunca se vai. E ai eu me lembro de: Cada segundo. Cada concórdia e discórdia. Cada olhar, toque, beijo e palavra. Tão diferentes e tão parecidos. Acredito que espíritos se aproximam por afinidade em sua energia. Enxergamos a vida de forma semelhante. Mas caminhamos em trilhas diferentes, que levam ao mesmo rio. E no momento cada um usufrui do que essa trilha proporciona. Quem sabe a gente não se encontra no final? é que hoje acordei assim meio otimista mesmo. Eu me arrependo e muito daquela coisa ruim... Mas percebo que assim amadureci e nossa, como nasci para a realidade, e sei que hoje eu estou realmente preparada para aquilo que infelizmente tivemos tão precocemente um pelo outro: O amor verdadeiro!
Mas por que teve que ser assim, tão cruel? Acabou? Não sei, acho que sim, gostaria muito de saber. Busco a resposta. Remando em Silêncio, o barco da Paciência, pelo rio do Tempo. Silêncio, Paciência e Tempo.
Odeio aquele dia em que eu tola, disse adeus.

O Caio F. disse: "Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi".
E eu queria que você me amasse pelo que escrevo para ti, meu menino do abraço grande.