quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Oras se fosses menos prepotente, talvez a tua genialidade viesse à tona.

Essa estória de apagar o passado, virar a página, riscar, não adianta é de nada, o melhor mesmo é pegar esse livro aonde a gente vai escrevendo a nossa vida, a nossa história e por fogo, assim só restarão resquícios de lembranças queimadas indo embora com o vento. Porque desde crianças os nossos destinos andaram de mãos dadas, por mais que de vez em quando a gente passasse em meio a alguns temporais e largássemos as mãos eles se entrelaçavam sozinhos novamente. E acontece até hoje, a gente se some, se enraivece, se esquece, mas depois sempre sou pega de surpresa vendo o seu destino raptar o meu de novo, mesmo que seja por uma coisa ruim como essa de ontem. Uma coisa assim, de fazer tremer a pele, bater mais forte o coração, palavras e mais palavras de desprezo todas da boca para fora e por fim fazer os olhos chorarem lágrimas de dor. Ah se a individualidade realmente existisse e cada ser humano pudesse viver constantemente sozinho sem se apaixonar, sem amar, sem lembrar, sem querer ninguém. Se conseguissemos ser assim tão auto suficientes e de alguma forma viver em um lugar aonde ninguém pudesse me alcançar, nem você com esses braços tão maiores que os meus. Se eu tivesse o poder de fazer você engolir a seco todas essas palavras faladas, pensadas, todas as palavras vindouras de um coração enraizado de arrogância, palavras que até hoje você usa para me ferir. Tudo o que eu mais peço a Deus é para que ele navegue comigo nesse mar em fúria, e me ajude a conseguir passar pelas tempestades que só querem me fazer naufragar, que ele sustente as minhas velas e faça o meu casco forte, e me guie até a praia, porque até hoje só consigo vê-la da minha luneta ao longe. Apenas encontro garrafas boiando com mensagens dentro, prometendo a bonança tão esperada. Quase não consigo mais ser capitã desse navio, o mastro está ficando cada vez mais pesado, e já quase não consigo girá-lo para o lado certo. O céu a noite distrai a minha mente, me fazendo enxergar apenas as estrelas que parecem os teus olhos ou o teu sorriso. E quando é dia só vejo miragens da tua boca me chamando. Já avisei a ti Senhor que estou quase morrendo, não tenho mais comida, nem água para beber, a minha tripulação já não existe mais, foram todos mortos por aquele monstro que estraçalha corações, seus corpos a terra não há de comer, e suas almas estão a vagar por este mar nebuloso. Já avisei a ti Senhor que estou quase desistindo, por favor me tire destas águas revoltas e me faça aguentar firme porque sei que esta dor está findando e não quero morrer na praia.

Colombina

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tudo o que ficou!

Lembrar e relembrar como tudo começou...
Ouvir você com som alto na minha calçada, buzinando, olhando para a porta e esperando eu abrir o portão… Toda vez sempre igual.
Mandar emails quando brigavamos, buscando uma reconciliação, te escrever cartas, tentando materializar o amor sentido dentro do peito, mensagens, as mais inesperadas possiveis.
Te abraçar, sem o tormento da perda…
Tardes de TV jogando o tempo fora, filmes no meu quarto, mais edredons e pizzas na sua cama, meu chiclete e o seu chocolate guardados dentro do carro.
Andar léguas de mãos dadas, mesmo que estivessem suadas.
Suas broncas…
Me levantava com um braço só,
Cheiroso…
Sentir sua respiração.
Seu sorriso que me fazia sorrir…
Fazer carinho nas suas costas, enquanto você fingia que dormia só para eu não parar de deslizar os meus dedos…
Dizer que você era lindo e era meu, quando te sentia chateado...
Passar noites acordada, a você me juntar, ignorando o que eu não gostava, só para ficar mais perto de você.
Dividir amigos…
Espalhar carinho…
Passar tardes de domingo na sua casa, te vendo jogar video game, sem nem me deixar encostar nos controles, sem me dar conta das horas…
Estrada de chão, poeira...
Escutar suas angústias com a familia, tentar te convencer a fazer o certo…
Te cobrir, ver você dormir…
Esperar todos os seus momentos…
Esperar você pular a janela, sem os cachorros latirem.
Aprender a gostar mais ainda de futebol…
Apenas um natal…
Apenas um dia dos namorados…
Poucos aniversários…
Te olhar passando o perfume em um espelho, mas o cabelo só podia ser penteado no outro banheiro...
Observar logo cedo você preparar leite com toddy no microondas, jogar leite em pó dentro e comer com a colher...
Ouvir você pedindo suco de limão para a minha mãe todo final de semana, enquanto eu tomava refrigerante.
Rir quando você ganhava um tênis novo e se gabava sempre...
Escutar você falando sempre sobre dinheiro.
Ouvir você dizendo que todo mundo era um saco.
Ler os seus gestos, entender o seu jeito machista e orgulhoso, admirar as suas visões sobre a vida que passava na nossa frente…
Sempre escrever sobre você nas minhas agendas de adolescente…
Parabenizar pelo ganho do primeiro carro.
Te abraçar quando sua mãe viajava.
Meu medo de te perder.
Nossa fama.
Andar na rua…
Viajar aqui para pertinho uma única vezinha e ao invés de curtir, dormir a tarde toda…
Aguentar que você tinha aprendido a beber, sair, mentir, trair...
Parar para tentar te entender, perdoar, enchergar, abraçar, amar, parar para viver você…
Podiamos ter passado mais tempo fazendo coisas juntos, como as noites de teatro, cinema, fondue…
Ficar deitados até mais tarde, conversando, rindo e brincando de lutinha…
Ter encontrado um jeito de passar por cima dos nossos dramas mais tranquilos, esmaga-los e esquece-los…
Passar mais tempo na sua casa e dividir mais pensamentos e desejos.
Você ir comigo aonde eu quisesse…
Nos conhecermos ainda mais…
Saber se você largaria tudo por mim, e passaria junto comigo todas as tardes até ficar velhinhos…
Perder mais tempo beijando em vez de falando, amando em vez de brigando, esquecer o horário, ter parado de ir embora querendo ficar mais, ter deixado de lado um pouco os amigos, Perder tempo sorrindo…
E amar, pular, brincar… E dividir mais o sofá, o tapete, o chão, o seu coração. Te ajudar a cansar menos durante o dia e cansa-lo muito durante as noites… E levantar, se entregar e dar boa noite todo dia e avisar sempre aonde ia, recomeçar toda manhã, fazer mais dengo, te fazer sorrir mais.
Devia ter esquecido para sempre as magoas que sempre nos perseguiram, devia ter parado de ficar parada esperando as coisas aconteceram por si próprias, decidido logo se abria a porta ou te mandava embora, parado de derramar minhas lágrimas por todos os lugares, deixando sempre um rastro. Mais confesso que ainda arrisco, te espero, e espero o tempo me dizer a hora de parar e desistir. Mesmo diante da sua e da nossa ridicula, imatura e orgulhosa necessidade infinita de se afastar e se ignorar, amo você. E por tudo aquilo que vivemos não te esqueço e te pinto sempre na minha memória. Volta!

Colombina...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Enfim, agosto...

O Caio disse que é tolo entrar em depressão com pouco mais de 20 anos, e é mesmo, tanta coisa para viver, ver, sentir, ter... E eu aqui nesse marasmo infinito, mas confessso que é dificil me desvencilhar de coisas que a pouco eram minhas e no minuto seguinte já não eram mais.
Ah é que as vezes me chegam dias como hoje, em que reconheço que não posso lutar em guerras para as quais não tenho armas, hoje me sirvo de pensamentos um tanto realistas, de que certas coisas não me servem mais, pensamentos do tipo "chega" e "é perda de tempo" algo desse tipo, acho que paciência não combina mesmo com sentimento. O silêncio só aumenta a minha ansiedade, e eu nunca consigo terminar o que começo, quando vou ver já estou no meio, perco o inicio, daí antecipo o final, e isso está se tornando cada vez mais ácido. Por vezes tento me controlar, busco um foco, mas quando vejo uma luz, olho para o lado e vejo mais umas dez, a qual devo seguir meu Deus? talvez eu complique demais, talvez eu precise de um calmante, ou uma dose de desesperança, só me interesso pelo que ultrapassa. Quero coisas normais, quero querer coisas normais. Afinal por onde anda a minha vaga? e o meu caminho? essa trilha me tirou da estrada, me levou a um atalho que só me faz andar em circulos, alguém ai me manda um sinal? fumaça, gritos sei lá qualquer coisa. Chega em mim e me chacoalha, talvez isso funcione. Concentração: preciso disso, me concentrar no que mais me interessa, mudo de idéia tão rápido, porque? complicação é meu sobrenome e a complexidade me acompanha. E quando passo pela porta do quarto, logo atrás vem a duvida, pregada nas minhas costas. Eu ando sorrindo mentiras por ai, ando tentando querer mais o que é importante. Todo mundo precisa se perder um pouco para se encontrar, mas eu não estou nem perdida, já estou esquecida. Quero o caminho de volta se é que ele existe. Talvez me falte coragem, por vezes sou medrosa... Por vezes sou fria... Por vezes me acomodo. Me sinto pequena demais para um mundo tão gigante, e percebo que estou cada vez mais ficando para trás. Hoje amanheceu o primeiro dia de um mês assombrado. Agosto entrou enfim pela ponta dos pés, para mim podia ser um mês apenas no calendário, mas ele está aqui de volta fazendo seus talhos na madeira marrom da memória, em plena luz do dia vejo o fio de sua navalha afiada avaliar as minhas feridas e o sangue se espalha lentamente pela minha pele. Me aperta a deslumbrante certeza de que em mim está sendo despejado dias misteriosos que começam a fluir em meus olhos marejados de lágrimas, busco no céu azul celeste sem fim a razão destes muros cada vez mais altos que o medo tem levantado a minha frente. Estou parada, a vida lá fora é indiferente, ela continua a seguir e a minha correnteza não a alcança, talvez eu não queira acompanha-la, talvez eu seja medrosa o suficiente para não encara-la, posso manter a distância que quiser, não vai dar certo. Não quero ficar para sempre presa a memória de um verão. Não. Não quero tornar a segurar a lança pela ponta. Mas sei que todas as noites as escondidas enquanto durmo alguém foge com as minhas certezas escondidas entre os dedos. Pelo menos deixe um bilhete na minha lapide, caso eu acorde.

"Não quero lembrar. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam. Agora já passou. Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente."

Caio F. Abreu

terça-feira, 26 de julho de 2011

Uma rima pregada na boca!

As vezes parece o que tenta ser.
E esconde o que é de embravecer.
Se alimenta de dor e sonhos,
Muitas facetas e olhos risonhos.
Titulos seus,
Agonias mutuas.
Orgulho por provocar tantas amarguras.
Esperar o que? Se está tudo perdido,
Mas já tens todo caminho andado,
Ou um tempo esquecido,
Tua rima não gruda.
E teu peito endurece.
Quanto mais se junta,
Mais desaparece.
Indiferença nata,
De dar e vender,
Só o que fica na caixa,
É o jeito de ser.
Tantas fotos,
Tantos risos.
Quer sufocar,
O que está esquecido.
Se engana e se fecha,
Se mata e se impôe,
A uma sociedade injusta,
Olha até aonde vai a tua astucia.
Se prende e erra,
Num jogo sem luta,
Quem dá as cartas rouba,
Quem está de fora julga.
As queixas são tantas,
Que não cabem em espaços,
Porém a saudade é tanta,
Mata até os passáros.
Faz-me esperar pela quinta vez,
Podem passar mais dois anos,
Ou até mais seis.
Minha fé é grande,
Meu pavio talvez.
Mas meu amor é sorte,
De tanta morte se refez.
Saber é escolha,
De quem aprendeu a ser.
Eu não pedi,
Mas meu ardor é você.

Colombina

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sabe aquelas horas em que afago os teus cabelos? O nome disso é carinho e amor verdadeiro!!!

As vezes o amor ilude, engana, promete, distrai. As vezes ele embaralha, alegra, confunde, machuca. E pessoas que pensamos conhecer há anos acabam virando meras desconhecidas do nada e, outras, que chegaram agora, parecem saber quem somos há duzentos anos. É tão dolorido, mas infelizmente é assim que as coisas são para "alguns"…
Porque por incrivel que pareça isso não acontece com a gente, posso ficar mil anos sem te ver, que quando te reencontrar saberei exatamente tudo, basta olhar no fundo dos teus olhos, porque você quase se entrega e me diz tudo com gestos, frases implicantes e olhares encabulados. Os nossos cheiros se misturam e a nossa pele se retém ao toque que é único, você por vezes ainda meio sem jeito e com um orgulho bobo, procura não me abraçar muito, mas logo demonstra com um sorriso estonteante e com palavras que apenas nós dois entendemos. E toda vez que te vejo, fico parecendo uma menina que acabou de ganhar uma boneca. Ah eu queria ter você assim todo dia, no meu colo só para mim, e me recostar no teu peito, para ser afagada como se deve ser, sentir teu cheiro, e a tua mão na minha perna, ser pega de surpresa com o teu abraço tão maior que o meu. Meu coração doi as vezes, e meus olhos chegam a ficar molhados, é por causa da falta que você me faz. Quando eu era pequena e me machucava ou estava sentindo alguma dor, todos os adultos diziam que era só dar um beijinho que passava, então será que se eu der um beijo no meu coração ele sara?

Colombina... A que quer de volta...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

E todo dia ela se refaz!

Andei pensando coisas. O que não é raro, dirão os insensiveis. Ou "o que foi desta vez?" - questionariam os complacentes. Para estes ultimos, quem sabe, escrevo. E não falo, digo: andei pensando coisas sobre essa moça que alguns chamam de "Colombina" e sabe a conclusão que cheguei? que essa moça é uma pessoa de primeiras vezes. De insensatez.
O primeiro abraço pela manhã a fascina; principalmente porque não existem esses abraços, apenas pessoas para tropeçar em seus passos. Só mesmo a lentidão das horas tem espaço nessa pequena porta que atravessa… E não demora muito para o seu brilho ser ofuscado por outras cores que se impõe. O vento ultrapassa barreiras e a vida começa todo dia sua rotina desumana: gritos, traços, correria, teclas, contratempos… Porque a saudade sempre desperta quando os seres humanos não abrem os olhos? Ela acha tipos, enfia as mãos no rosto, acelera a caminhada e volta para casa.
De vez em quando espia a lua de sua janela enquanto procura nomes escritos nas paredes. Um soluço, outro soluço e as nuvens se embaraçam ao longo de seu olhar. Quando tudo faz silêncio é hora de fechar as trancas e se esconder no sono… Rotineiramente ela espera pelo sol; mas nem sempre seus raios a agarram em tons coloridos pelo céu de seus desejos. Mas quando chove, ela gosta, porque dá mais vontade de dormir quentinha; parece uma menina boba debaixo das cobertas vendo desenho, esperando que um sopro arteiro a enlace, fazendo "mover" mais uma vez; e quando levanta parece mulher com a roupa toda amarrotada exibindo suas formas aprendendo a ser elegante… Quando a tarde vem, ela conta os minutos, esperando a noite chegar. Segue cada passo de um show interno de fogos que a faz respirar fundo recebendo as lembranças antigas que provocam sensações de montanha russa. Vez em quando derrete. Vez em quando aponta. Vez em quando salta, e só… Coração roubado, amores imperfeitos…
Até chegar a entrada passa pela cozinha onde prepara qualquer coisa leve. Mas não consegue e volta para o quarto, carregando um copo. Por lá se encontra com livros ou com sons, tentando esquecer notas e muitas vezes de si mesma, encosta e fecha os olhos, sente um frio e faz uma oração, uma prece e quase chora, quase morre… É assim, termina adormecendo ali e acorda só de manhã, nunca anda descalça, está sempre de pijama bambeando pelo meio da casa. Outro dia, mais um... Chega no branco e escreve. É desse jeito que ela vive com personagens. Planta lembranças, colhe desepero. Dias inteiros se acumulam naquela tela em baixo daquela lampâda que ilumina aquele lugar cercado de falsidade, ignorância e hipocrisia. Tudo ali junto, tudo sendo sentido por peles nada merecedoras de um massacre. Rodeados de inveja e uma ganância imoral. E ela simplesmente não se aguenta, se escora e por isso sempre escreve o meio e o fim de suas histórias, porque o começo ela nunca sabe aonde vai parar. Ela quer mesmo é dar um adeus definitivo. Já percorreu o universo inteiro; mas nunca esteve aonde queria estar. Se encontrou, reencontrou e se perdeu, não tem confidentes. E amanhece sempre sozinha… Espia os passáros e procura saber sobre o tempo e o lugar. O coração é antigo, com decoração inalterada com portas e janelas fechadas para qualquer coisa. Largada por si mesma a míngua, nem ela entra. E vive bem sozinha. Mesmo tendo familia e cachorro. Que por sinal conhecem suas manhãs e manias. Se ela pudesse nem sairia de casa durante o dia. Talvez assim suas histórias não seriam expulsas de si mesma, entregando a todos a sua realidade escondida. Olhos marejados, exaustos de ver a tela do computador... Tenta ser poeta ou escritora, para se tornar uma testemunha eterna de sentimentos vividos, caça moldes e formas variadas de si. Segue suspirando sonhos, dia após dia. Até que me encontrou aqui e todo dia vem me contar o que há.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quero paz, quero mais...

Ah, tem coisas que quero tanto. Meu Deus, me dá cinco anos novamente por favor.
Me dá um pé de cereja com bastante cor, me dá um dia de Natal e a sua véspera, o barulho das pessoas chegando felizes.
Me dá a adedonha para eu brincar, me dá uma noite sem fim para eu dormir no colo da minha mãe. Me dá o amor da vida toda, felicidade infinita e medo sem partida,
me dá o ombro, me cura do trauma de ter ficado grande, ó meu Deus, meu pai, meu pai, por favor, por favor. Dá logo uma volta inteira na terra e me busca aqui, me tira desse labirinto. Sara aqui esses buraquinhos que fizeram no meu coração frágil, tira de mim os olhares famintos. Me salva do poder de deduzir tudo de ruim. Me encontra aqui no fundo da rotina, me liberta desses meus dias. Ofusca em mim um brilho natural que seja capaz de afastar a dor. Equilibra a minha balança do bem e do mal. Me exponha as luzes do teu sol e de todas as suas criações. Me mantenha em baixo de suas asas, e não deixe que o amor venenoso me afete cada vez mais. Arranca de mim o ódio penoso e apaga da consciência esse amor enganoso, que só quer saber é de maltratar. Tira de mim o dom de doer. Me ensina a esquecer. Me perdoa se passei do ponto e atravessei os limites, fiz tudo tentando acertar. Mas enquanto eu acho que é tudo dor e saudade tu vens e trabalha sem transparecer, só para eu me sentir mais leve. Obrigada Deus. Amém!

"A vida é assim, Senhor? Desabam mesmo pele do rosto e sonhos?"

Adélia Prado

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A noite ultrapassou a si mesma, e se fez em manhã triste!

Horas de descontentamento como aquelas, servem para mostrar que a tempos eu estou me desprendendo sem nem perceber e que o vazio aqui dentro que a muito gritava, está quase todo preenchido. Já o seu consegui ver de longe, mesmo te vendo no alto era nitido que está cada vez mais perdido. Eu poderia chamar (te encontrar do nada) de conhecidência, mas acho que escolho chamar de azar mesmo. Perverso. Acordei pensando, e juro por Deus que fiquei rindo e sorrindo de uma situação tão desprezivel. Estou com a música de ontem na cabeça "E se a vida te der alguém melhor que eu DUVIDO e se o amor vencer todos os preconceitos, que você seja feliz, feliz, seja seliz eternamente" esse duvido ai faz parte da música mesmo, mas é isso o que desejo, que seja feliz. Você não sabe mesmo mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito está diminuindo, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos. Não sabe quantos livros posso ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os meus filmes favoritos. Não sabe o quanto amadureci. Você não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Não sabe que eu quase nunca mais me atentei para a saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Você não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia, e nem imagina que foi você quem me ensinou esta alegria. Não sabe também que hoje não acordei com aquela vontade imensurável de matar a saudade escrevendo sobre você, simplesmente porque não despertei com a minima saudade da tua pessoa. Não quero mais lembrar, porque só faz é mal ficar me recordando das coisas que se foram e não voltam. Por isso estou enchendo o peito agora com mil suspiros, para ele ficar logo bem levinho. Sabe que pessoas como eu sofrem mais e se decepcionam mais? mas também por outro lado crescem cada vez mais, e nesta segunda feira digo mais uma vez um "Oi" bem bonito para a distração. E a partir de hoje vou começar a pensar que se estivermos mesmo destinados a ficar juntos encontraremos o caminho de volta, e que talvez as horas amargas de uma noite terrivel, sejam as boas vindas para um dia doce. Posso perder tudo na vida, menos o espaço e as letras. Porque apesar de tudo de ruim que já fiz, passei e senti, sou forte e mereço o máximo do bom que existe e sem culpa.

Colombina.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Constantemente, inconstante...

Você olha de longe e não percebe e se não se aproximar nunca vai saber: Que gosto de livros e mpb, queria saber dançar, troco uma balada para assitir uma peça, gosto de andar até as pernas reclamarem, tenho preguiça de filmes de ficção, e vejo pequenos detalhes onde os outros só enxergam rotina. Adoro analisar as pessoas. Não procuro saber sobre você, mas sempre tem alguém para falar algo, não fuço as suas páginas sociais, nem pergunto sobre a sua vida, pode acreditar porque é mesmo verdade. Odeio futilidades e o jeito das pessoas que querem ser demais, alguém avisa a elas que é ridiculo ser assim. Sei que fiz uma coisa ruim, mas não me esqueço, as vezes que me traiu e depois chorou arrependido sem me dizer o porque, não esqueço as vezes que gritou, as vezes que usou palavras feias só para me magoar, as vezes que mentiu e me deixou com cara de boba, as vezes que me deixou por qualquer uma que passava na sua frente, também não me esqueço das minhas tardes sentada nas escadas chorando por causa das suas atitudes, das vezes que desligou o telefone na minha cara, das vezes que passou na minha frente com corpos estranhos que nem sequer conheciam o seu coração, as vezes em que preferia a companhia de amigos que na verdade não eram amigos nem deles próprios, as vezes em que eu não dormi, as vezes em que eu não conseguia comer e nem pentear o cabelo, as vezes em que as lágrimas desciam na frente de estranhos e eu sem conseguir evita-las, as vezes em que meu coração doia tanto a ponto de... Na verdade estou tentando através dessas teclas escrever o que eu sentia, mas é impossivel. Quem faz o mal, não o sente, mas quem recebe nunca esquece. E até hoje quando eu lembro a minha alma dói, então se formos pensar talvez eu não mereça ser tão julgada não é verdade? O fato é que eu me rebelei porque já estava cansada de tanto ser colocada de lado toda vez que você tentava se apaixonar por outra e ainda dizia que era para tentar me esquecer, aquela altura eu já estava cansada de chorar, de não dormir, de não dar conta de fazer nada direito, de não conseguir me concentrar na minha vida, de ver tudo o que eu via, de ouvir, de ter que aturar, sempre me pediam para esperar, para ter calma, paciência, mas eu já estava exausta de ser boazinha, de ser feita de idiota, de não ser valorizada, de amar sem ser amada, meu primeiro amor e meu primeiro sofrimento. Eu já estava cansada de ser maltratada, de todo dia você encravar uma faca no meu coração, de sofrer e doer tanto, a ponto de sentir a alma fora do corpo, meu Deus é inexplicável o quanto você me fez mal, o quanto você me torturou, é incompreensivel o quanto você me machucou, o quanto derramou o meu sangue em vão, o quanto fez buracos na minha alma que era tão doce, o quanto foi cruel a ponto de rir e achar engraçado, estou descrevendo e sentindo toda aquela dor novamente, e sentindo raiva também, porque eu não merecia tudo isso, eu te amava tanto, tanto que daria a minha vida por você. Eu abraçava o travesseiro para ver se amenizava, mas é fora do normal a dor que eu sentia, eu definitivamente preciso parar de escrever sobre isso, porque eu não consigo me expressar o suficiente para que qualquer pessoa nesse mundo entenda o que eu sofri, porque droga é impossivel explicar, o quanto você me magoou. Mas sabe o que é pior? você ainda quer ser o dono da razão e o certo em tudo, será que você não encherga? será que nem ao menos se lembra? eu poderia agora colocar a minha mão dentro do seu peito e arrancar sem piedade o seu coração sangrando, para ver se você consegue compreender o quanto foi duro, a minha dor não era só emocional, era fisica... Eu poderia ficar aqui o dia todo escrevendo todas as coisas ruins que você fez comigo, mas realmente não caberia neste blog, o que não cabe nem na mente de uma pessoa sã. E agora eu me pergunto, porque ainda escrevo sobre você? porque diabos eu ainda lembro de você? porque eu ainda amo você? se você nunca foi merecedor do meu amor. Ah que coisa mais estranha para um simples ser humano compreender, só Deus sabe o quanto te amo e te odeio. As vezes tenho vontade de escrever o seu nome aqui umas mil vezes, e tenho vontade de te mostrar esse meu refúgio, para ver se você entende o quanto foi injusto comigo, mas você é tão orgulhoso e tão machista que nem assim compreenderia. Ai que cabeça dura você tem. Será que não vê, que estamos"kits"? e por tudo isso eu te perdoei, então perdoa também. Sabe estou cansando de tanto assustar e afastar as pessoas, cansando de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar para trás mais uma vez.
E quem vai cuidar de mim? Quem vai levar de prêmio o meu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o meu coração pesado? Se não for você, não conheço outro. Apostem suas moedas, e esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, eu também espero, e esperar dói.

"Eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho".

Tati Bernardi

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ao menos arrisque me carregar junto de ti...

Já faz um tempão que invento e reinvento os meus próprios dias, é que por vezes quase não me aguento de tanta ansiedade para esses dias acabarem logo, imploro... Acaba logo, acaba logo, quem sabe não se passe pelo menos um ano de uma vez, ah se eu pudesse, atravessar a vida como louca, sem dar importância a coisas que maltratam, e ultrapassar essa correnteza de pesadelos intermináveis, chegar ao outro lado, ao grande topo, inteira e completa. Que falta faz o teu abraço tão maior que o meu, me fazendo sentir quentinha e protegida. Sonhos para mim são como se eu estivesse presa em uma caverna qualquer, com fome e frio, é que a maioria deles sempre me deixa com mais saudades, os meus sonhos com você são sempre tão reais, quando vou agarra-lo acordo com a sensação de invalidez. Tem dias que chego a pensar tanto em você que me esqueço completamente que não é somente aquela avenida inteira que separa nossos corpos, mas sim uma ponte destruida ao meio, é impossivel passar por ela, ponte que me levou do paraiso ao inferno em apenas um segundo. Tempo, tempo, tempo, ele diz que cura as feridas, mas ele não cura é nada. E eu fico aqui tendo que fingir a todo momento que passou, sóbria, sentido tudo sem anestesia, paralisada quando você passa por esses meus pensamentos malditos e eu sinto seu cheiro pelas grades da minha memória. Estimulante quando falo com você e fico tão feliz ao ponto de tremer e o coração pulsar chegando a quase me dar um troço qualquer e eu cair por ai, tendo que ser amparada por algum desconhecido. Grande Sr. do psicológico ultra superior e avançado, o que ganhas me trazendo tanto sofrimento? vingança? ou é apenas uma forma de se divertir um pouco por saber que está sempre em meus desejos? Ah esquece esses teus devaneios malucos, me encontra devagar, sem pressa, me identifique, me analise, olhe profundamente nos meus olhos, me perdoe, me cale e me beije como só tu sabes.


"É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto."

Tati Bernardi