Eu não quero diálogos vestidos com uniformes e conversas impecavelmente arrumadas para desfiles e aplausos, frases achadas ou conselhos bonitos de se dar. Hoje preciso deixar o coração à mostra e cuspir as palavras sem maquiagem. Não ter esperança é o maior pecado que posso cometer. Estou falando de esperança de vida. Já falei aqui que esperança é nome de novela mexicana? A minha vida esta quase isso... Hoje estou morrendo um pouquinho mais do que os outros dias...
Poderia ser pior... É eu sei...
Um conflito apenas interno... Talvez...
Estou tentando encontrar uma solução para tudo com muita paz... Hoje estou sorrindo e mandando todo mundo para o inferno mentalmente.
Preciso aprender que para algumas coisas acontecerem outras precisam mudar.
Ah! Por favor não fale comigo.
Hoje tenho medo, preocupação, tristeza, raiva... Se alguém ai quiser, não cobro nada... Tem de sobra
É a tal da agonia mesmo...
Nada acalma o ego, ninguém enxuga excessos, palavras a míngua, soltas, sem tranformações de mágoas...
Estou aqui tentando destronar a falsidade e aumentar as idealizações... Mas algo desmanchou as minhas certezas... Pararam de tecer oportunidades...
O impossivel já entrou, já habita em mim, já se fez fim...
E agora só me resta torcer e esperar. Me desacostumar do costume de ser. Medo de perder o que tenho agora e depois não achar nada. Arrependimento... Sim ele me vem sem eu nem ter arriscado...
Fatos, convivências, rotinas, pessoas... Estou cansada principalmente das pessoas, essas que dizem ser o que não são... Eu já disse. Vão... De ir...
Me sopra um ventinho umido e a chuva não me lava... Continuo na minha miserável condição de não conseguir deter o tempo... Desafino, caio, me derrubaram... Levada, arrastada hoje me sinto completamente acabada por dentro. Hoje choro estas ridiculas palavras e a noitinha vou dormir e esquecer...
É uma cegueira silenciosa que me toma... Cheguei a conclusão de que o rosto humano também é uma espécie de mascara e seja lá o que tiver por trás dela eu não quero saber...
Já passaram por mim detalhes imperdiveis e almas abastecidas com sangue inocente... Essas letras misturadas aqui parecendo palavras cantam nas minhas veias e já chegam a explodir...
Graças a Deus tenho uma alma muito bem disposta e ela me faz aprender muito bem as lições. Me apronta mestres, me guia...
Não estou interessada em teorias, procuro as coisas utéis no momento, ação de minuto em minuto e se puder de segundo em segundo... Servir, ser, poder, ter...
Instigar vocabulários, pensamentos, provocar sentimentos... Procuro verdades e não conceitos prontos, destes estou farta...
Estou fazendo pausa nas minhas pausas... Estou buscando o inicio e ainda estou tentando alcançar o céu... Desencontrada...
As horas breves e alegres são agora tristes e compridas. Os olhos desaprenderam de chorar o que somente as palavras sabem expressar. Já nasci perdida.
Colombina... Apenas triste...
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Sim.. Um... Entendo!
Deus é grandioso...
E acharam por um breve momento de pensamento que eu iria para o inferno por isso ou aquilo.
Já ouviu falar em misericórdia? Tolinho. Desmedidamente ele sempre se mostra ser um cara e tanto.
Isso mesmo, porque nos segundos em que me encontro em maior desespero e agunia ele tira as minhas angustias de sintonia.
Pare!
Não tente entender, apenas eu entendo.
E é por essas tantas "transformações" disfarçadas de Deus que consigo acreditar n'ELE em mim e por mim.
E é por isso também que ainda consigo acreditar que ser feliz é estar bem consigo mesmo apesar das mazelas e buracos que se tem por dentro. Mas é também não acomodar a alma e o coração à sujeira em que se vive. Continuo aqui inquieta na busca interminável por aquele que tudo limpa.
É, talvez eu seja o tipo de escritora mais nonsense, igual a muitas outras, daquelas que não ri ou chora mas sangra em palavras, quando a carne se fere em sentimentos sejam eles bons ou ruins.
E acharam por um breve momento de pensamento que eu iria para o inferno por isso ou aquilo.
Já ouviu falar em misericórdia? Tolinho. Desmedidamente ele sempre se mostra ser um cara e tanto.
Isso mesmo, porque nos segundos em que me encontro em maior desespero e agunia ele tira as minhas angustias de sintonia.
Pare!
Não tente entender, apenas eu entendo.
E é por essas tantas "transformações" disfarçadas de Deus que consigo acreditar n'ELE em mim e por mim.
E é por isso também que ainda consigo acreditar que ser feliz é estar bem consigo mesmo apesar das mazelas e buracos que se tem por dentro. Mas é também não acomodar a alma e o coração à sujeira em que se vive. Continuo aqui inquieta na busca interminável por aquele que tudo limpa.
É, talvez eu seja o tipo de escritora mais nonsense, igual a muitas outras, daquelas que não ri ou chora mas sangra em palavras, quando a carne se fere em sentimentos sejam eles bons ou ruins.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
É do cheiro que alucina depois do abraço e do beijo calado...
Já parece existir de algum jeito, um mundo e um sonho novo toda vez que eu te vejo. É que estou sentindo um friozinho aqui na barriga e um calor dos bons no coração. E não precisa, de malicia. Se soubermos com olhares nos traduzir um tanto um para o outro. Põe a mão no meu rosto assim mesmo, me abraça, me envolve. Deixa os nossos cheiros se encontrarem vez ou outra até brotarem palavras de carinho que só saem quando nos sentimos olhados com amor. Apenas não deixe de chegar e permita que o meu silêncio converse com o seu. Mãos dadas. Às vezes a gente nem precisa mesmo de palavras.
Colombina... Jeito novo...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Nonsense
Sou eu entre aspas. Eu a narradora de histórias. Eu a encantadora influência desmembrada de êxitos. Eu que fui mar e hoje tento ser céu para cortar velas com aquele azul febril. A que junta pedaços mas tritura cacos. A que olha com pena e sente desejo e que vive todo dia pelo menos umas oito horas de devaneios malucos. A senhora da razão? A sem coração? Não. A que tem medo de sofrer ou de vingar a morte dos pensamentos positivos que lhe visitavam em outra vida. A que acredita que todo verbo no futuro é imbecil. A que sempre perde apostas e sempre se esquece das coisas mais importantes. A que espera uma pedrinha nem que seja a mais pequenininha. Eu que quando dou gargalhadas as solto da maneira mais espontânea e nessas horas tenho certeza de que sou feliz e que por dentro sou feita de sorrisos. Eu sou a moça que coloca uma rosa bonita atrás da orelha e só a tira quando murcha. A que adora passáros principalmente os beija-flores. A que faz um balaio de plurais estancando a ferida mais funda. Profunda, perdida, esquecida, observadora, atriz. Sou aquela que sente o perigo antes de subir as escadas e aos invés de correr salta um por um como uma dama no teatro. A que se arrepia com a voz mais estremecedora de tão meiga. Voz essa que talvez não seja passageira. Temo, receio, titubeio a descontinuidade das coisas quando me apego. Laços feitos, vidros quebráveis, extravios. Entrar? Entrei? Dúvidas, perguntas, fragilidade. Sou versos de melancolia com resquicios de leituras diárias. Está vendo meu aconchegante lar querido também sei falar de mim, mas falar de mim também é falar de amor. Não adianta sou mesmo amor disfarçado de amor, sou loucura desbravando a razão de uma mente infinita de espaços vazios, desconhecidos. Sou a sátira que não cabe e que se abre sem ter parte. O melhor dos piores sonhos indo parar na lampada mágica do Aladim ridicularizada pensando, esperando ser o primeiro, o segundo ou o terceiro desejo de alguém. Eu que levanto bandeiras sem mastros e vivo a premeditar desvalidos e mediocres passos. Te faço virar bicho, te bagunço, te confundo. Sou águia, sou vento, sou um reflexo de instantes vividos no principio de memórias largadas a própria sorte. Sou arte, sou mar e quero ser céu também. Mas sou anatomicamente diferente você tem um coração no peito já eu sou toda coração, vão. De ir. Sou contradição, verão. Sou eu colada aqui perdendo um pedaço de mim. Escrevo, releio, apago, rabisco a vida como tinha de ser. Penhascos, muros, buracos me aguardam... Alma'minha que a aproximação entre nós seja em breve restabelecida. Bem, bem sem distração até amanhã sou a mulher mais forte que já conheci e repitirei isso toda vez que nascer o sol.
Colombina... Pela toca do coelho...
Colombina... Pela toca do coelho...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Não encontrastes? Mas há tesouros de mim por toda parte. Me ache.
Ah! então só o que falta agora é um abraço, dois braços, um coração e o que mais vier junto. Acho que a minha cota de exigências já está no fim, sinto que o inesperado me rodeia. E eu ainda só sei falar de amor. Mas não espere uma palavra doce ou uma mensagem de boa noite acho que desacostumei mesmo dessas coisas sobre conquista. Preciso que você me ensine pode ser? Aprendi a ser sozinha então o que me basta eu acho que cabe aos outros também ai acabo sendo taxada de a "sem coração" e isso as vezes me incomoda. Eu já disse aqui que a minha vontade é de céu? e continua sendo. Ainda estou tentando descobrir uma forma de ir até lá. Sem me arranhar. Sou fragmentos de dúvida e medo. Meus impulsos são exagerados e de uns dias para cá sinto que estou tão diferente como se nunca tivesse amado ninguém. Me sinto tão, mais tão diferente que é como se a minha alma nunca tivesse sentido. Não consigo pertencer ou me adaptar. Minha distância que é recebida como frieza é só uma forma de defesa do que virá depois. Aprendi a ser eu mesma porque antes eu era feita de conceitos alheios que me torturavam com suas imposiçôes e hoje sou mar, sou flor, sou brilho e sou música também. Não quero amar de relance e nem por desafio quero alguém de verdade, de carne e osso, mas de cérebro também. Quero correr na chuva e esperar uma ligação com ansiedade, quero receber e-mails de bom trabalho, quero brigar por ciume e desejar boa sorte, quero tudo isso que já tive mas agora quero que seja de verdade, quero que seja de coração, quero lágrimas de saudade. Quero alguém para me amar, que queira conhecer meus segredos, desejos e vontades, quero pele e quero também uma boa maldade. Alguém que me liberte, me expulse de mim e me mostre uma arte original e verdadeira. Sem ensaios e apresentações fajutas. Eu não quero nada impossivel, quero realidade, alma e vida, seriedade. Alguém que me goste sem maquiagem, completamente sem produção, com marcas de lençol, rosto inchado, amanhecida. Não quero recomeços, quero algo novo, surpreendente, algo que seja sempre e não seja uma montagem. E quando vier prometo partilhar minhas tentativas de céu. Mas não quero cuidar, quero ser cuidada. E a luz que vier desses olhos serão para mim como setas para a felicidade. Mesmo que demore acho que estar calado também é comunicar. Te darei boas vindas. Sou um pantano cheio de possibilidades. Me ache, me ache.
Colombina.
Colombina.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Oras se fosses menos prepotente, talvez a tua genialidade viesse à tona.
Essa estória de apagar o passado, virar a página, riscar, não adianta é de nada, o melhor mesmo é pegar esse livro aonde a gente vai escrevendo a nossa vida, a nossa história e por fogo, assim só restarão resquícios de lembranças queimadas indo embora com o vento. Porque desde crianças os nossos destinos andaram de mãos dadas, por mais que de vez em quando a gente passasse em meio a alguns temporais e largássemos as mãos eles se entrelaçavam sozinhos novamente. E acontece até hoje, a gente se some, se enraivece, se esquece, mas depois sempre sou pega de surpresa vendo o seu destino raptar o meu de novo, mesmo que seja por uma coisa ruim como essa de ontem. Uma coisa assim, de fazer tremer a pele, bater mais forte o coração, palavras e mais palavras de desprezo todas da boca para fora e por fim fazer os olhos chorarem lágrimas de dor. Ah se a individualidade realmente existisse e cada ser humano pudesse viver constantemente sozinho sem se apaixonar, sem amar, sem lembrar, sem querer ninguém. Se conseguissemos ser assim tão auto suficientes e de alguma forma viver em um lugar aonde ninguém pudesse me alcançar, nem você com esses braços tão maiores que os meus. Se eu tivesse o poder de fazer você engolir a seco todas essas palavras faladas, pensadas, todas as palavras vindouras de um coração enraizado de arrogância, palavras que até hoje você usa para me ferir. Tudo o que eu mais peço a Deus é para que ele navegue comigo nesse mar em fúria, e me ajude a conseguir passar pelas tempestades que só querem me fazer naufragar, que ele sustente as minhas velas e faça o meu casco forte, e me guie até a praia, porque até hoje só consigo vê-la da minha luneta ao longe. Apenas encontro garrafas boiando com mensagens dentro, prometendo a bonança tão esperada. Quase não consigo mais ser capitã desse navio, o mastro está ficando cada vez mais pesado, e já quase não consigo girá-lo para o lado certo. O céu a noite distrai a minha mente, me fazendo enxergar apenas as estrelas que parecem os teus olhos ou o teu sorriso. E quando é dia só vejo miragens da tua boca me chamando. Já avisei a ti Senhor que estou quase morrendo, não tenho mais comida, nem água para beber, a minha tripulação já não existe mais, foram todos mortos por aquele monstro que estraçalha corações, seus corpos a terra não há de comer, e suas almas estão a vagar por este mar nebuloso. Já avisei a ti Senhor que estou quase desistindo, por favor me tire destas águas revoltas e me faça aguentar firme porque sei que esta dor está findando e não quero morrer na praia.
Colombina
Colombina
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Tudo o que ficou!
Lembrar e relembrar como tudo começou...
Ouvir você com som alto na minha calçada, buzinando, olhando para a porta e esperando eu abrir o portão… Toda vez sempre igual.
Mandar emails quando brigavamos, buscando uma reconciliação, te escrever cartas, tentando materializar o amor sentido dentro do peito, mensagens, as mais inesperadas possiveis.
Te abraçar, sem o tormento da perda…
Tardes de TV jogando o tempo fora, filmes no meu quarto, mais edredons e pizzas na sua cama, meu chiclete e o seu chocolate guardados dentro do carro.
Andar léguas de mãos dadas, mesmo que estivessem suadas.
Suas broncas…
Me levantava com um braço só,
Cheiroso…
Sentir sua respiração.
Seu sorriso que me fazia sorrir…
Fazer carinho nas suas costas, enquanto você fingia que dormia só para eu não parar de deslizar os meus dedos…
Dizer que você era lindo e era meu, quando te sentia chateado...
Passar noites acordada, a você me juntar, ignorando o que eu não gostava, só para ficar mais perto de você.
Dividir amigos…
Espalhar carinho…
Passar tardes de domingo na sua casa, te vendo jogar video game, sem nem me deixar encostar nos controles, sem me dar conta das horas…
Estrada de chão, poeira...
Escutar suas angústias com a familia, tentar te convencer a fazer o certo…
Te cobrir, ver você dormir…
Esperar todos os seus momentos…
Esperar você pular a janela, sem os cachorros latirem.
Aprender a gostar mais ainda de futebol…
Apenas um natal…
Apenas um dia dos namorados…
Poucos aniversários…
Te olhar passando o perfume em um espelho, mas o cabelo só podia ser penteado no outro banheiro...
Observar logo cedo você preparar leite com toddy no microondas, jogar leite em pó dentro e comer com a colher...
Ouvir você pedindo suco de limão para a minha mãe todo final de semana, enquanto eu tomava refrigerante.
Rir quando você ganhava um tênis novo e se gabava sempre...
Escutar você falando sempre sobre dinheiro.
Ouvir você dizendo que todo mundo era um saco.
Ler os seus gestos, entender o seu jeito machista e orgulhoso, admirar as suas visões sobre a vida que passava na nossa frente…
Sempre escrever sobre você nas minhas agendas de adolescente…
Parabenizar pelo ganho do primeiro carro.
Te abraçar quando sua mãe viajava.
Meu medo de te perder.
Nossa fama.
Andar na rua…
Viajar aqui para pertinho uma única vezinha e ao invés de curtir, dormir a tarde toda…
Aguentar que você tinha aprendido a beber, sair, mentir, trair...
Parar para tentar te entender, perdoar, enchergar, abraçar, amar, parar para viver você…
Podiamos ter passado mais tempo fazendo coisas juntos, como as noites de teatro, cinema, fondue…
Ficar deitados até mais tarde, conversando, rindo e brincando de lutinha…
Ter encontrado um jeito de passar por cima dos nossos dramas mais tranquilos, esmaga-los e esquece-los…
Passar mais tempo na sua casa e dividir mais pensamentos e desejos.
Você ir comigo aonde eu quisesse…
Nos conhecermos ainda mais…
Saber se você largaria tudo por mim, e passaria junto comigo todas as tardes até ficar velhinhos…
Perder mais tempo beijando em vez de falando, amando em vez de brigando, esquecer o horário, ter parado de ir embora querendo ficar mais, ter deixado de lado um pouco os amigos, Perder tempo sorrindo…
E amar, pular, brincar… E dividir mais o sofá, o tapete, o chão, o seu coração. Te ajudar a cansar menos durante o dia e cansa-lo muito durante as noites… E levantar, se entregar e dar boa noite todo dia e avisar sempre aonde ia, recomeçar toda manhã, fazer mais dengo, te fazer sorrir mais.
Devia ter esquecido para sempre as magoas que sempre nos perseguiram, devia ter parado de ficar parada esperando as coisas aconteceram por si próprias, decidido logo se abria a porta ou te mandava embora, parado de derramar minhas lágrimas por todos os lugares, deixando sempre um rastro. Mais confesso que ainda arrisco, te espero, e espero o tempo me dizer a hora de parar e desistir. Mesmo diante da sua e da nossa ridicula, imatura e orgulhosa necessidade infinita de se afastar e se ignorar, amo você. E por tudo aquilo que vivemos não te esqueço e te pinto sempre na minha memória. Volta!
Colombina...
Ouvir você com som alto na minha calçada, buzinando, olhando para a porta e esperando eu abrir o portão… Toda vez sempre igual.
Mandar emails quando brigavamos, buscando uma reconciliação, te escrever cartas, tentando materializar o amor sentido dentro do peito, mensagens, as mais inesperadas possiveis.
Te abraçar, sem o tormento da perda…
Tardes de TV jogando o tempo fora, filmes no meu quarto, mais edredons e pizzas na sua cama, meu chiclete e o seu chocolate guardados dentro do carro.
Andar léguas de mãos dadas, mesmo que estivessem suadas.
Suas broncas…
Me levantava com um braço só,
Cheiroso…
Sentir sua respiração.
Seu sorriso que me fazia sorrir…
Fazer carinho nas suas costas, enquanto você fingia que dormia só para eu não parar de deslizar os meus dedos…
Dizer que você era lindo e era meu, quando te sentia chateado...
Passar noites acordada, a você me juntar, ignorando o que eu não gostava, só para ficar mais perto de você.
Dividir amigos…
Espalhar carinho…
Passar tardes de domingo na sua casa, te vendo jogar video game, sem nem me deixar encostar nos controles, sem me dar conta das horas…
Estrada de chão, poeira...
Escutar suas angústias com a familia, tentar te convencer a fazer o certo…
Te cobrir, ver você dormir…
Esperar todos os seus momentos…
Esperar você pular a janela, sem os cachorros latirem.
Aprender a gostar mais ainda de futebol…
Apenas um natal…
Apenas um dia dos namorados…
Poucos aniversários…
Te olhar passando o perfume em um espelho, mas o cabelo só podia ser penteado no outro banheiro...
Observar logo cedo você preparar leite com toddy no microondas, jogar leite em pó dentro e comer com a colher...
Ouvir você pedindo suco de limão para a minha mãe todo final de semana, enquanto eu tomava refrigerante.
Rir quando você ganhava um tênis novo e se gabava sempre...
Escutar você falando sempre sobre dinheiro.
Ouvir você dizendo que todo mundo era um saco.
Ler os seus gestos, entender o seu jeito machista e orgulhoso, admirar as suas visões sobre a vida que passava na nossa frente…
Sempre escrever sobre você nas minhas agendas de adolescente…
Parabenizar pelo ganho do primeiro carro.
Te abraçar quando sua mãe viajava.
Meu medo de te perder.
Nossa fama.
Andar na rua…
Viajar aqui para pertinho uma única vezinha e ao invés de curtir, dormir a tarde toda…
Aguentar que você tinha aprendido a beber, sair, mentir, trair...
Parar para tentar te entender, perdoar, enchergar, abraçar, amar, parar para viver você…
Podiamos ter passado mais tempo fazendo coisas juntos, como as noites de teatro, cinema, fondue…
Ficar deitados até mais tarde, conversando, rindo e brincando de lutinha…
Ter encontrado um jeito de passar por cima dos nossos dramas mais tranquilos, esmaga-los e esquece-los…
Passar mais tempo na sua casa e dividir mais pensamentos e desejos.
Você ir comigo aonde eu quisesse…
Nos conhecermos ainda mais…
Saber se você largaria tudo por mim, e passaria junto comigo todas as tardes até ficar velhinhos…
Perder mais tempo beijando em vez de falando, amando em vez de brigando, esquecer o horário, ter parado de ir embora querendo ficar mais, ter deixado de lado um pouco os amigos, Perder tempo sorrindo…
E amar, pular, brincar… E dividir mais o sofá, o tapete, o chão, o seu coração. Te ajudar a cansar menos durante o dia e cansa-lo muito durante as noites… E levantar, se entregar e dar boa noite todo dia e avisar sempre aonde ia, recomeçar toda manhã, fazer mais dengo, te fazer sorrir mais.
Devia ter esquecido para sempre as magoas que sempre nos perseguiram, devia ter parado de ficar parada esperando as coisas aconteceram por si próprias, decidido logo se abria a porta ou te mandava embora, parado de derramar minhas lágrimas por todos os lugares, deixando sempre um rastro. Mais confesso que ainda arrisco, te espero, e espero o tempo me dizer a hora de parar e desistir. Mesmo diante da sua e da nossa ridicula, imatura e orgulhosa necessidade infinita de se afastar e se ignorar, amo você. E por tudo aquilo que vivemos não te esqueço e te pinto sempre na minha memória. Volta!
Colombina...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Enfim, agosto...
O Caio disse que é tolo entrar em depressão com pouco mais de 20 anos, e é mesmo, tanta coisa para viver, ver, sentir, ter... E eu aqui nesse marasmo infinito, mas confessso que é dificil me desvencilhar de coisas que a pouco eram minhas e no minuto seguinte já não eram mais.
Ah é que as vezes me chegam dias como hoje, em que reconheço que não posso lutar em guerras para as quais não tenho armas, hoje me sirvo de pensamentos um tanto realistas, de que certas coisas não me servem mais, pensamentos do tipo "chega" e "é perda de tempo" algo desse tipo, acho que paciência não combina mesmo com sentimento. O silêncio só aumenta a minha ansiedade, e eu nunca consigo terminar o que começo, quando vou ver já estou no meio, perco o inicio, daí antecipo o final, e isso está se tornando cada vez mais ácido. Por vezes tento me controlar, busco um foco, mas quando vejo uma luz, olho para o lado e vejo mais umas dez, a qual devo seguir meu Deus? talvez eu complique demais, talvez eu precise de um calmante, ou uma dose de desesperança, só me interesso pelo que ultrapassa. Quero coisas normais, quero querer coisas normais. Afinal por onde anda a minha vaga? e o meu caminho? essa trilha me tirou da estrada, me levou a um atalho que só me faz andar em circulos, alguém ai me manda um sinal? fumaça, gritos sei lá qualquer coisa. Chega em mim e me chacoalha, talvez isso funcione. Concentração: preciso disso, me concentrar no que mais me interessa, mudo de idéia tão rápido, porque? complicação é meu sobrenome e a complexidade me acompanha. E quando passo pela porta do quarto, logo atrás vem a duvida, pregada nas minhas costas. Eu ando sorrindo mentiras por ai, ando tentando querer mais o que é importante. Todo mundo precisa se perder um pouco para se encontrar, mas eu não estou nem perdida, já estou esquecida. Quero o caminho de volta se é que ele existe. Talvez me falte coragem, por vezes sou medrosa... Por vezes sou fria... Por vezes me acomodo. Me sinto pequena demais para um mundo tão gigante, e percebo que estou cada vez mais ficando para trás. Hoje amanheceu o primeiro dia de um mês assombrado. Agosto entrou enfim pela ponta dos pés, para mim podia ser um mês apenas no calendário, mas ele está aqui de volta fazendo seus talhos na madeira marrom da memória, em plena luz do dia vejo o fio de sua navalha afiada avaliar as minhas feridas e o sangue se espalha lentamente pela minha pele. Me aperta a deslumbrante certeza de que em mim está sendo despejado dias misteriosos que começam a fluir em meus olhos marejados de lágrimas, busco no céu azul celeste sem fim a razão destes muros cada vez mais altos que o medo tem levantado a minha frente. Estou parada, a vida lá fora é indiferente, ela continua a seguir e a minha correnteza não a alcança, talvez eu não queira acompanha-la, talvez eu seja medrosa o suficiente para não encara-la, posso manter a distância que quiser, não vai dar certo. Não quero ficar para sempre presa a memória de um verão. Não. Não quero tornar a segurar a lança pela ponta. Mas sei que todas as noites as escondidas enquanto durmo alguém foge com as minhas certezas escondidas entre os dedos. Pelo menos deixe um bilhete na minha lapide, caso eu acorde.
"Não quero lembrar. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam. Agora já passou. Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente."
Caio F. Abreu
Ah é que as vezes me chegam dias como hoje, em que reconheço que não posso lutar em guerras para as quais não tenho armas, hoje me sirvo de pensamentos um tanto realistas, de que certas coisas não me servem mais, pensamentos do tipo "chega" e "é perda de tempo" algo desse tipo, acho que paciência não combina mesmo com sentimento. O silêncio só aumenta a minha ansiedade, e eu nunca consigo terminar o que começo, quando vou ver já estou no meio, perco o inicio, daí antecipo o final, e isso está se tornando cada vez mais ácido. Por vezes tento me controlar, busco um foco, mas quando vejo uma luz, olho para o lado e vejo mais umas dez, a qual devo seguir meu Deus? talvez eu complique demais, talvez eu precise de um calmante, ou uma dose de desesperança, só me interesso pelo que ultrapassa. Quero coisas normais, quero querer coisas normais. Afinal por onde anda a minha vaga? e o meu caminho? essa trilha me tirou da estrada, me levou a um atalho que só me faz andar em circulos, alguém ai me manda um sinal? fumaça, gritos sei lá qualquer coisa. Chega em mim e me chacoalha, talvez isso funcione. Concentração: preciso disso, me concentrar no que mais me interessa, mudo de idéia tão rápido, porque? complicação é meu sobrenome e a complexidade me acompanha. E quando passo pela porta do quarto, logo atrás vem a duvida, pregada nas minhas costas. Eu ando sorrindo mentiras por ai, ando tentando querer mais o que é importante. Todo mundo precisa se perder um pouco para se encontrar, mas eu não estou nem perdida, já estou esquecida. Quero o caminho de volta se é que ele existe. Talvez me falte coragem, por vezes sou medrosa... Por vezes sou fria... Por vezes me acomodo. Me sinto pequena demais para um mundo tão gigante, e percebo que estou cada vez mais ficando para trás. Hoje amanheceu o primeiro dia de um mês assombrado. Agosto entrou enfim pela ponta dos pés, para mim podia ser um mês apenas no calendário, mas ele está aqui de volta fazendo seus talhos na madeira marrom da memória, em plena luz do dia vejo o fio de sua navalha afiada avaliar as minhas feridas e o sangue se espalha lentamente pela minha pele. Me aperta a deslumbrante certeza de que em mim está sendo despejado dias misteriosos que começam a fluir em meus olhos marejados de lágrimas, busco no céu azul celeste sem fim a razão destes muros cada vez mais altos que o medo tem levantado a minha frente. Estou parada, a vida lá fora é indiferente, ela continua a seguir e a minha correnteza não a alcança, talvez eu não queira acompanha-la, talvez eu seja medrosa o suficiente para não encara-la, posso manter a distância que quiser, não vai dar certo. Não quero ficar para sempre presa a memória de um verão. Não. Não quero tornar a segurar a lança pela ponta. Mas sei que todas as noites as escondidas enquanto durmo alguém foge com as minhas certezas escondidas entre os dedos. Pelo menos deixe um bilhete na minha lapide, caso eu acorde.
"Não quero lembrar. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam. Agora já passou. Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente."
Caio F. Abreu
terça-feira, 26 de julho de 2011
Uma rima pregada na boca!
As vezes parece o que tenta ser.
E esconde o que é de embravecer.
Se alimenta de dor e sonhos,
Muitas facetas e olhos risonhos.
Titulos seus,
Agonias mutuas.
Orgulho por provocar tantas amarguras.
Esperar o que? Se está tudo perdido,
Mas já tens todo caminho andado,
Ou um tempo esquecido,
Tua rima não gruda.
E teu peito endurece.
Quanto mais se junta,
Mais desaparece.
Indiferença nata,
De dar e vender,
Só o que fica na caixa,
É o jeito de ser.
Tantas fotos,
Tantos risos.
Quer sufocar,
O que está esquecido.
Se engana e se fecha,
Se mata e se impôe,
A uma sociedade injusta,
Olha até aonde vai a tua astucia.
Se prende e erra,
Num jogo sem luta,
Quem dá as cartas rouba,
Quem está de fora julga.
As queixas são tantas,
Que não cabem em espaços,
Porém a saudade é tanta,
Mata até os passáros.
Faz-me esperar pela quinta vez,
Podem passar mais dois anos,
Ou até mais seis.
Minha fé é grande,
Meu pavio talvez.
Mas meu amor é sorte,
De tanta morte se refez.
Saber é escolha,
De quem aprendeu a ser.
Eu não pedi,
Mas meu ardor é você.
Colombina
E esconde o que é de embravecer.
Se alimenta de dor e sonhos,
Muitas facetas e olhos risonhos.
Titulos seus,
Agonias mutuas.
Orgulho por provocar tantas amarguras.
Esperar o que? Se está tudo perdido,
Mas já tens todo caminho andado,
Ou um tempo esquecido,
Tua rima não gruda.
E teu peito endurece.
Quanto mais se junta,
Mais desaparece.
Indiferença nata,
De dar e vender,
Só o que fica na caixa,
É o jeito de ser.
Tantas fotos,
Tantos risos.
Quer sufocar,
O que está esquecido.
Se engana e se fecha,
Se mata e se impôe,
A uma sociedade injusta,
Olha até aonde vai a tua astucia.
Se prende e erra,
Num jogo sem luta,
Quem dá as cartas rouba,
Quem está de fora julga.
As queixas são tantas,
Que não cabem em espaços,
Porém a saudade é tanta,
Mata até os passáros.
Faz-me esperar pela quinta vez,
Podem passar mais dois anos,
Ou até mais seis.
Minha fé é grande,
Meu pavio talvez.
Mas meu amor é sorte,
De tanta morte se refez.
Saber é escolha,
De quem aprendeu a ser.
Eu não pedi,
Mas meu ardor é você.
Colombina
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Sabe aquelas horas em que afago os teus cabelos? O nome disso é carinho e amor verdadeiro!!!
As vezes o amor ilude, engana, promete, distrai. As vezes ele embaralha, alegra, confunde, machuca. E pessoas que pensamos conhecer há anos acabam virando meras desconhecidas do nada e, outras, que chegaram agora, parecem saber quem somos há duzentos anos. É tão dolorido, mas infelizmente é assim que as coisas são para "alguns"…
Porque por incrivel que pareça isso não acontece com a gente, posso ficar mil anos sem te ver, que quando te reencontrar saberei exatamente tudo, basta olhar no fundo dos teus olhos, porque você quase se entrega e me diz tudo com gestos, frases implicantes e olhares encabulados. Os nossos cheiros se misturam e a nossa pele se retém ao toque que é único, você por vezes ainda meio sem jeito e com um orgulho bobo, procura não me abraçar muito, mas logo demonstra com um sorriso estonteante e com palavras que apenas nós dois entendemos. E toda vez que te vejo, fico parecendo uma menina que acabou de ganhar uma boneca. Ah eu queria ter você assim todo dia, no meu colo só para mim, e me recostar no teu peito, para ser afagada como se deve ser, sentir teu cheiro, e a tua mão na minha perna, ser pega de surpresa com o teu abraço tão maior que o meu. Meu coração doi as vezes, e meus olhos chegam a ficar molhados, é por causa da falta que você me faz. Quando eu era pequena e me machucava ou estava sentindo alguma dor, todos os adultos diziam que era só dar um beijinho que passava, então será que se eu der um beijo no meu coração ele sara?
Colombina... A que quer de volta...
Porque por incrivel que pareça isso não acontece com a gente, posso ficar mil anos sem te ver, que quando te reencontrar saberei exatamente tudo, basta olhar no fundo dos teus olhos, porque você quase se entrega e me diz tudo com gestos, frases implicantes e olhares encabulados. Os nossos cheiros se misturam e a nossa pele se retém ao toque que é único, você por vezes ainda meio sem jeito e com um orgulho bobo, procura não me abraçar muito, mas logo demonstra com um sorriso estonteante e com palavras que apenas nós dois entendemos. E toda vez que te vejo, fico parecendo uma menina que acabou de ganhar uma boneca. Ah eu queria ter você assim todo dia, no meu colo só para mim, e me recostar no teu peito, para ser afagada como se deve ser, sentir teu cheiro, e a tua mão na minha perna, ser pega de surpresa com o teu abraço tão maior que o meu. Meu coração doi as vezes, e meus olhos chegam a ficar molhados, é por causa da falta que você me faz. Quando eu era pequena e me machucava ou estava sentindo alguma dor, todos os adultos diziam que era só dar um beijinho que passava, então será que se eu der um beijo no meu coração ele sara?
Colombina... A que quer de volta...
Assinar:
Postagens (Atom)