quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu sempre escrevia nos cadernos: Amor verdadeiro, amor eterno!

Estou precisando tirar férias de mim, férias dos amigos, férias do trabalho, férias dos pensamentos, dos sentimentos, férias, férias disso aqui também, estou precisando tirar férias, férias da cadeira que roda, do computador colorido, do telefone que toca, do celular que vibra, das noticias ruins, dos homens romances que tentam me conquistar, do barulho dessas teclas, da minha caneta, até da minha familia, dos sonhos, dos presságios, das lágrimas, das lembranças, das músicas, do trânsito, daquela ausência que tanto machuca, férias, férias, férias das visitas mal vindas, das vozes cansativas, dos problemas alheios, da forma de pensar das pessoas que acham que sabem o que é melhor para mim. Porque droga vocês não sabem. Preciso de férias, férias do tédio, férias do tempo corrido, férias das mesmas perguntas, das mesma respostas, das minhas fotos, das suas fotos com gente superficial, das senhas, das visões de futilidade, dos convites de festas, férias meu Deus, preciso de férias, férias de tudo, férias do mundo... Ir para bem longe aonde nada e ninguém me alcance, aonde eu possa ser livre, aonde eu tenha fé no que não vejo, um lugar que seja permitido gritar, pular, viver da minha forma, passar o dia do meu jeito, seja ele triste ou alegre e sem ninguém, perguntar o motivo, sem a ironia das pessoas, sem os cinismos, sem as palavras artificiais, um lugar que seja meu, um lugar aonde eu seja aceita como sou, e seja bem recebida mesmo com todos os meus erros do passado, mesmo com todas os meus arranhões, um lugar com brisa fresca, e agua corrente, um lugar com nuvens realmente brancas, um lugar bonito, um paraiso... Eu queria poder ver através do tempo, e saber como estarei daqui a 5 ou 10 anos, sabe, eu queria poder também voltar no tempo e fazer tudo aquilo sumir, eu quero, eu quero esquecer, eu quero poder ver o que há de bom em tudo isso, eu quero enchergar melhor, eu quero o cheiro, o abraço, eu quero um mundo novo, eu quero uma vida nova, me mostre esse lugar, me apresente o invisivel, me tenha, me queira, me ame, me leia... Me leve a este paraiso indispensável, quebre esta parede, jogue tudo fora, e venha tirar férias comigo, do orgulho, das palavras ardilosas, dos pensamentos negativos, do passado dolorido, das pessoas influênciadoras, tente fazer tudo diferente, pegue a minha mão e venha comigo, podemos criar um vale de flores, e uma era paralela, onde você tenha coragem de tomar uma posição e dizer: Eu perdoo e ficarei contigo. Me carregue nos braços, porque me sinto fraca e sem vida, estanque o meu sangue, cure as minhas feridas, volte todo o percurso e recomece a contar o tempo do zero. Porque eu estou cansada dessa vida do lado de cá, acabei ficando dura de coração, sou de touro, um signo bastante dificil de lidar, bom todos acham. Eu me distraio com tudo, e você não sabe a facilidade que eu tenho de viajar sem nem sair do lugar, nem tudo o que eu conquistei ficou comigo, algumas atitudes que eu tomei me amarraram os pés no chão, fazendo com que eu me agarrasse a nada sem conseguir me soltar. Se tive paixõezinhas? Não, não, essas são para adolescentes, não combinam mais comigo, tem alguns que tentam me conquistar sabe e quando vejo que posso cair e sofrer, logo começo a pensar melhor, quando conheço alguém que talvez seja o ganhador da minha pena, ai já começo a racionalizar tudo sabe, tenho medo e começo a me perguntar coisas como: porque daria certo? Para que tentar? Se estou bem assim. E realmente funciona, sai rapidamente do meu cesto de dúvidas, ah é tudo mais fácil dessa forma, é que eu as vezes machuco as pessoas, você não faz idéia, mais é verdade seu moço, eu faço com que se apaixonem por mim como um desafio, testo limites, ai logo, enjoo e fujo sem explicações, e o mais engraçado é que consigo fazer isso sem ao menos me entregar, sem ao menos dar um beijo sequer, arraso corações, na esperança de encontrar alguém legal, alguém que me faça esquecer você Sr. do psicológico ultra superior e avançado, mas eu sempre aviso antes, que ainda dá tempo de fugir e fingir que não me viu, eu sei que consigo ser cativante, mas estou mentindo e enganando, pelo menos eu aviso para que controlem o coração e não se prendam a mim, digo para que fujam e não se aproximem, para que corram e não me escolham como a eleita dos seus dias, digo para que prefiram uma dessas garotas com perfil de orkut copiado e colado, que gostam de fotos com caras e bocas, que são faceis de contornar e que querem se perder em namoros. Essa meninas que sofrem e choram, mas que transparecem isso ao mundo inteiro, eu digo para que escolham uma que seja submissa, uma que consiga se apaixonar, amar e se apegar. Porque eu não sou assim, eu sou fria e sem coração e quando digo que não sou assim, estou mentindo e apenas fazendo tipo, eu aprendi com você e jogo com as palavras mesmo e não me arrependo de fazer isso, eu magoo e machuco, mas não é por maldade, é porque acabo achando a brincadeira legal e gosto de sorrir disso, eu sei que está meio errado, mas aviso antes, sempre digo para que procurem a saída mais próxima e conheçam um ser humano de verdade, comum, sólido, existente e que tenha palavras e promessas de carinho, porque eu só tenho agonia de toque e não tenho capacidade de jurar amor eterno, porque o meu coração é ocupado por uma esperança que não morre nunca, esperança de um dia conseguir tirar essas férias, e de você vir tira-las comigo. Porque com você, não consigo fazer tipo, não consigo ser fria e nem ruim, você é meu ponto fraco, meu ponto fixo e meu único ponto, quero que seja o meu ponto final.


"Mas de que adianta sair para festas e voltar para casa sempre com o coração vazio."

Caio F Abreu

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Coisas que você nunca vai saber!

"Nada ficou no lugar
Eu quero quebrar essas xícaras
Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua família...
Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu gosto
Eu quero roubar no seu jogo
Eu já arranhei os seus discos...
Que é pra ver se você volta,
Que é pra ver se você vem,
Que é pra ver se você olha,
Pra mim...
Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua aula
Queria falar sua língua...
Eu vou publicar os seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria..."

Eu canto... E ouço sempre essa música... É que ficaram no esquecimento, as cartas de amor que hoje repousam em sua gaveta solitária ou foram parar em algum lixo fedorento, e as que não foram nem escritas pelo medo da sua resposta, ou de não receber resposta nenhuma. As rasgadas, que se assim estiverem continuam vivas, porque você sabe que elas existiram e você também sabe das palavras contidas nelas, as mal dobradas, as manchadas de lagrimas ou caneta ruim. Todos os sentimentos expressados e horriveis que só são horrivéis pela verdade contida neles, pela vontade de dizer tantas coisas sem motivo e dize-las mais de mil vezes. As poucas fotos que talvez tenham sido mesmo jogadas fora por mãos sujas merecedoras de um massacre sangrento. Todas as ressacas ridiculas das noites vazias, que poderiam ter sido facilmente evitadas, que acabaram sendo preenchidas de música e qualquer coisa. Os risos forçados em público que hora ou outra geram amargas lágrimas no travesseiro, os passos vazios que acumulam uma tristeza ainda maior. Os finais de semana que doem e roem todas as minhas juntas. As mentiras que conto para que eu mesma acredite nelas e que as vezes elas preenchem o que devia ser ocupado por você. A melancolia que cresce e a magoa por coisas pequenas e tolas mas que são capazes de provocar estalos de ódio. Talvez seja por isso e também por mais algumas coisas que não tenho nada aqui dentro. Porque todo o perdão, todo o seu amor, todas as chances só existe para os outros, para os não covardes, para os inocentes, para os que se deixam levar pela vida e pelas pessoas e são felizes desse jeito, para os não fugitivos, para os livres de alma, para os sem sentença, para os merecedores. Não para mim. Que sou artista, fui traidora, sou intensidade. Não para mim. Que fui tão e somente uma menininha egoista e estúpida o bastante para cometer um erro imperdoável. Não consigo aceitar que fiz isso. Não me conformo. E não consigo viver de jogos porque isso rebaixa o amor à uma adrenalina momentânea inpensada, porque não acho que o pressuposto dos relacionamentos é sofrer. Eu não sou assim. Não quero ser assim. Posso até gostar da solidão, mas não gosto de sofrer. Sabe, eu tenho tentado, inutilmente, ser melhor. Tenho travado diariamente lutas violentissimas contra mim mesma. Porque me perdi no meio do caminho e não posso ter o que eu tinha e não posso voltar ao que era, tampouco posso parar de seguir em frente. Não é possivel meu Deus, deve haver uma maneira de evoluir sem perder o direito de sentir e de ser feliz. De crescer sem perder a esperança nas pessoas. Mas é que aprender isso sozinha é tão triste e doloroso: torna todo o processo quase impossivel. Todos os dias ouço todas as palavras certas das pessoa erradas e estou sempre cercada de todas as pessoas erradas que insistem em tentar me fazer feliz quando são incapazes por natureza, inutéis pessoinhas. Perdoem-me a indelicadeza, e a minha maneira bronca. Mas é que me falta a consciência de amar. Me sobra o medo de ser mal entendida. Ainda tenho limitações bobas que não se explicam com definições certas, palavras para explicar não existem. Tenho guardado um dicionário inteiro de termos ainda não conhecidos para falar sobre mim. Não sei o que, não sei o motivo, não sei como. Não sei se quero, ou quando quero. Não explico, nem me importo. Apenas sou. E me tornei assim. Ai essas pessoas enjoativas me perguntam se eu não tenho coração. Eu tenho. Tenho um coração vazio de ódio ou amor. Se você não consegue ouvi-lo é porque não faz ele bater. É que fui provocada, ofendida, brigaram comigo, e me deixaram presa no comum. Permiti que o tédio silenciasse o meu coração, então parem de bater na porta, ela está aberta apenas para o sem volta daquele homem.


"Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você... "


Caio F. Abreu

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Não adianta, sem você a coisa é feia, realmente feia...

Estou a espera. É só chamar. Estou sem armas e descalça. Mas vou até a sala abrir a porta para você de novo. Entra, pode entrar. Pendure aqui a sua bandeira. Mas primeiro me deixe ver a cor que ela tem. Se for branca será ótimo. Não te assustes, quero mesmo que seja você e não outro. Senta aí no sofá, coloca tua máscara ali no canto. E me conta como estão sendo os seus dias. Me diz quantas serpentes você enleou nessa tua lança afiada. Ah por favor não repare os meus cd's espalhados pelo chão. Eu não tenho mesmo culpa desses mpb's que me caem sobre os ouvidos, é que eles combinam com o meu estado de viver. Eles estão aí simplesmente para me fazer companhia. É que eles sempre se mostram tão meus. Calma, não precisa franzir as sobrancelhas desse modo, nem fazer gestos escassos e nem ranger a voz com acusações inúteis. Você pode ficar aí sonhando acordado, como se o tempo estivesse a seu favor sempre. Mas experimente primeiro o meu vinho da compreensão com moderação. Não me julgue. Seja bom para mim. Quero tanto que fique. Quero tanto que me ajude a tirar essas teias que me impedem de sorrir. Espero te falar tudo isso. Mas penso que talvez esse dia ai nunca chegue, é que o silêncio e a distância nos une de um jeito que as palavras não conseguem. Mas sinto tanto a sua falta, é que alguns de nós vem de modelo simples, outros com brilho, mas de vez em quando aparece alguém assim como você irisdescente e quando aparece não há nada que se compare. Me recordei de um momento, era um sabado de manhã na sua casa, só havia nós dois, dentre aquelas paredes brancas, todos viajando e aquele quarto iluminado pela luz da manhã doce, aquele quarto de cortina azul claro, lá pelas 9 da manhã, os cachorros chamando a porta, aquela luz iluminava o seu rosto, uma leve brisa entrava pela janela, me fazendo arrepiar, você disse que me amava, e se quer saber não importa se eu ainda tiver 10 mil momentos como aquele, ou se foi só aquele, não importa porque seriam iguais e pelo menos naquele momento eu tive aquilo, eu tive nós, você... As vezes o que a gente mais quer não acontece e algumas vezes o que não esperamos cai no nosso colo. A vida é engraçada, conhecemos milhares de pessoas e nenhuma delas nos toca realmente e então conhecemos uma pessoa e a nossa vida muda para sempre. Você tocou o meu coração e me conquistou de uma tal forma que não consigo viver um dia sequer sem pensar em você, não consigo ter um pensamento sequer que não seja sobre você, não consigo fazer uma refeição sequer sem querer tê-lo ao meu lado e não consigo acordar uma manhã de sabado sequer sem desejar que você estivesse ali me esquentando, dizendo que me ama e me dando bom dia!


"Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê".

Caio F. Abreu

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Você não sabe e nem sonha, mas você zera a minha vida!

Se você parar de gritar tão alto escutará que chamo. Ouvirá uma inconfundível voz autoritária falar. E será como uma inesperada agulhada de luz a espetar as suas espessas camadas de futilidades. É certo que a sua pobreza de tato poderá vencê-las, mas digo que de hoje em diante, o sol começará a espalhar a sua claridade sobre a minha cabeça. Você parou em mim com o mesmo olhar com o qual tinha me mandado embora naquele dia cinza, em que eu tentava limpar as manchas de sangue que, por um falso passo, teimaram em permanecer sob o tecido da minha roupa e nunca mais saíram. Isso foi naquele dia que era para ser de cinema, naquele dia que era para ser de reconciliação, naquele dia eu rasgaria tudo a minha frente, mas você me impediu, e me deixou no tempo, pedindo para que eu fosse embora para nunca mais voltar, e realmente eu fui. Então desse lado de cá, ficou apenas um barulho de gritos, rangeres de dentes e as  contorções de um corpo frágil atrás das janelas do carro, num brinde agonizante que só fazem as almas que se sentem estilhaçadas. Naquela hora então não pensei em mais nada, a única coisa que me parecia adequada era te deixar para trás, fantasiei que se eu parasse de procurar a luz dentro daquele labirinto, te encontraria muito mais fácil fora dele, eu queria mesmo era sair da minha exuberante fossa de mágica sobre a qual se erguiam muros em volta, quem sabe eu não encontraria seu reflexo escavando corações e fazendo buracos onde não devia. Tive a impressão que mesmo se eu gritasse seu nome de onde quer que estivesse, o eco da minha voz não voltaria, você não me escutaria. Então peguei as chaves do meu reluzente quadrado gol e deixei para trás a confusão ruidosa da sua casa. Passaram-se muitas horas até que eu conseguisse chegar a minha garagem, onde me refugiei por uns vinte minutos, mesmo assim não entrei sã em casa. Cheguei completamente desnorteada porque eu sabia que daquele dia para frente eu não moveria mas uma palha sequer, a luz do meu quarto não estava apagada, aquele foi o sinal a indicar-me que minha chegada já era esperada, pela minha mãe. Parei diante dela e a abraçei, eu chorava feito criança, era uma dor inexplicável, eu sentia que podia morrer naquele momento em seus braços aconchegantes. E ela apenas me abraçou, contemplando-me longamente em silêncio. O meu reflexo me entregava me mostrando um corpo maltrapilho e abandonado, como se a alma que habitasse aqui dentro tivesse sumido. Deitei na cama lentamente pensando escutar sua voz vibrar no vazio. O eco dela parecia desenhar sorrisos mortais em forma de espiral convidando-me a fazer a passagem de acesso à infelicidade. Como eu havia suspeitado estavamos no fim, no último adeus. Então eu já estava sozinha naquele quarto escuro e sem vida, deitada ainda de salto, suando como se tivesse trabalhado até não poder mais e chorando como se alguém tivesse morrido e realmente tinha mesmo, tentei ligar, mas desisti, meus dedos fizeram menção de acionar as pesadas teclas novamente, mas hesitei como se temesse não encontrar ninguém me esperando do outro lado da linha, e realmente não havia mais ninguém, Dei passos para lá e para cá, desconcertada. Eu não podia fazer mais nada, e tudo por um acesso de raiva impensado da minha parte, que eu tivera na semana anterior, e você não entendeu que não era nada demais, era só para fazer ciúmes, mas eu acho que exagerei. E você insistiu com mensagens, bem mais de duas ou três e ligações também até ouvir o rangido da minha porta e constatar que ela estava se fechando, eu realmente deixei vir á tona naquela época toda a mágoa de longos quase 6 anos. Então parei diante de mim e fiquei me olhando me sentindo um espantalho. Tentei reunir coragem para ligar e lhe dizer qualquer coisa, mas a saliva havia secado e os pensamentos foram incapazes de formular um único parágrafo. Percebi que eu não tinha forças para mais nada apenas para lágrimas. Como se a cura viesse por aquelas pérolas escorregadias que me entrecortavam as retinas, ajoelhei abraçada ao meu urso até implodir aquele silêncio maldito, e me esqueci do tempo, as feridas se abriram mais e chorei a noite toda. Fiquei abraçada ao meu urso até a luz do dia metralhar a minha janela e formar vários pontos de claridade na minha cortina. Senti na alma o verdadeiro começo de dias interminavéis de lágrimas. Deixei a luz morna do amanhecer me emprestar sua luminosidade, até que a temperatura subisse e devolvesse a minha sobriedade. Nesta manhã, minha alma amanheceu sem vida, mas eu me prontifiquei a pelo menos fingir que estava bem, depois as nauseas passaram. E, brinquei de balanço, me entreguei ao brilho daquele céu azul, desses que só existem quando estamos sonhando, sobretudo, se acordados. Voa...Voa...Voa... Soprava o vento enlouquecendo os meus cabelos, como se quisesse me conceder num embalo a passagem para outra vida, perdi-me naquelas alturas. Quando quis descer, do nada, alguém empurrou o balanço ainda mais alto como se quisesse ouvir minhas gargalhadas. Compreendi que os paraísos perdidos estão gravados na mente dos que sonham o voo e acreditam que a luz possa ser alcançada até num sorriso. Depois disso, conheci um céu novo e me arrependi dele depois, mas aprendi, desde então tenho noites em que as vistas ficam meio molhadas sob o pára-brisa das pálpebras e nenhum limpador parece capaz de desembaçá-las. Sempre que escrevo um texto e coloco meus sentimentos, sinto que me livro um pouquinho dessa coisa ruim. Aqui faço o que bem entendo. Retiro a minha mascara, desamasso as bordas e reciclo os pensamentos. E escrevo sobre como aprendi com você que ser gelo é bem eficaz. Não esqueço os seus bordões, não esqueço-me de nada e por isso de vez em quando as lágrimas aperecem sem serem chamadas, é inevitável, demoram a vir, mas quando vem, parecem não querer ir embora, foi assim na noite de sexta-feira, uma invasão dessa minha solidez, não me contive. Deixei que a sua falta escoasse. Deixei que ela lavasse a mim junto a saudade. Deixei que me levasse, e aquela luz intensa que meu sol interior emanava, ela cobriu de poeira, levantei os olhos para o céu e me perguntei porque eu havia me lembrado de tudo isso? E o que vi ao abaixá-los, foi a resposta: é porque ainda não se fechou aquela ferida negra e sem fundo, e o que vi também, meu Deus, foi minha vida completamente parada por causa da sua, e cheguei a conclusão que tenho que parar com isso, preciso viver!


"...Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso vou deixar de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você."

Tati Bernardi


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sempre me perco de mim mesma!

Hoje quase não consegui ver o desenho das nuvens. Devo estar doente dos olhos. É que a única coisa que penso em fazer é orar. As lágrimas caem e encharcam a minha escória alma.Vejo os raios de sol serem subjugados pela imensa saudade que me cerca. É que amarraram um peso na minha canela para que eu afundasse neste naufrágio. Levaram embora as minhas certezas de ontem e me deixaram sem nada. Não tem jeito. Ando tomando livros como analgésicos para ver se me alivio dessas dores. Tenho medo de que isso não acabe nunca. Porque sabe, as vezes parece que ando em circulos. Espero que o fim seja bonito e que não demore, pois estou cansada de usar mascaras com sorrisos. Tomo banho de brilho todas as manhãs, mas esse não chega a limpar por dentro, mas pelo menos me deixa colorida e brilhante por fora. Logo cedo me preparei para escalar essa montanha para tentar chegar ao tão desejado céu ao fim do dia e realizar o meu vôo batendo asas e derramando amor e esquecimento. Tentando pousar sobre você. A última produção não foi boa. Não faz mal. produzirei tudo de novo. E dessa vez chegarei ao produto final perfeito. (só não sei quando) Estou estocando tranquilidade para os dias agoniantes. É que as vezes perco um tantão de paz. Mas um dia ainda pinto o rosto como se fosse para a guerra. E vou lá. Enfrentar o grande Sr. do psicológico ultra superior e avançado que costuma usar as suas palavras mais ardilosas para conseguir ao máximo possivel estilhaçar o meu coração, mas mesmo assim um dia crio coragem e vou com o que tenho de mais bonito: a humildade. E quando esse dia chegar, antes de sair de casa, vou fazer um pedido especial: Não chegar lá descalça, e nem sem munições, porque de sapatos não pisarei em seu chão cortante, e com munições acertarei direto ao alvo. Logo depois pedirei a ti que não me agrida mais com a tua ausência. Mas sei que você sempre ganha de alguma forma, mesmo sendo só na altura. Eu quero mesmo é olhar bem nos teus olhos, e chegar até o fundo deles no escuro de dentro até o colorido perdido. Acordando, assim, todo o seu interior de homem orgulhoso. Que, com lembranças manchadas, impede a minha felicidade de vir a tona numa forma de vingança. Só que ao invés de usar logo uma espada, você me fere aos poucos, torturando-me como se o meu crime fosse inafiançavel., tu sabes bem que a fiança foi já foi paga devidamente. Aceite. É que acredito em milagres. E espero que você moço se banhe por dentro e que desses lábios não saía nenhuma tolisse. Que saia apenas muitas bolhas de amor e beijos com afeto. Porque se tentar o contrário irei despir as tuas palavras para ver a verdadeira cor, por mais que elas ainda estejão sangrando. Estarão dizendo só as sandices de um orgulho maltrapilho preso ai dentro de ti. Espero conseguir chegar até o ponto exato e causar um padecimento de memórias já cansadas. E saiba que tentarei da mais perversa forma se tentares me impedir, dando-te carinho e afeto. Contudo, vigio o meu coração magoado por ti. Para não encardir o processo. E o prendo com tanta força, para que não vaze dele quase nada. Nem sequer um "e você o que fez comigo, não se esqueça". Mas isso passa logo que percebo aquela saudade inexata que foi fertilizada nas minhas partes mais sensiveis. Então preciso redobrar a atenção. Ainda tenho em minhas mãos a esperança, intocável, que deixei no estoque guardada há dois outonos atrás. Ela veio recorrente da minha sandice. Então sempre que quiser posso usa-la, pois tem de sobra. Subo no alto. Lá aonde sempre vou quando a alma dói. Pro alto. Fico na ponta dos pés. E levo comigo um martelo e pregos, para garantir que a minha moldura não caia ao chão. Levo também purpurina colorida, que é para aumentar o meu brilho fugaz, e tirar o mofo de moldura velha. Ando tentando achar alicerces agradáveis. Todo cuidado é pouco. E me assento em um céu cinzento. Canto para esquecer. Mas sempre ouço um ruidoso trabalho de demolição interna.

Colombina... A que está com uma saudade de matar...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aqui me esqueço do inverno e imagino que ainda é verão!

E a última palavra será minha. E toda a felicidade do mundo se fará para mim. E meus olhos profundos se encheram de lume, serão até capazes de esmagar qualquer pontinha de tristeza. Porque eu tenho muito amor no coração e um bucado de esperança no estoque, para ser usada em quantidades exageradas, quando a maldita da doença da saudade começar a dar sinal. Isso é porque confio no tempo, o curandeiro das feridas mais vastas.

Colombina... A última senha... Vou até abrir a janela do meu quarto para que a luz da lua entre e leve embora as noites frias e cheias de vazio. Ouço as Marias, Jorge, Bethânia, Ana com alegria. Nada de melancolia. Penso que o melhor é achar graça nas coisas mais simples. Andar de mãos dadas comigo mesma, correr no meio da rua, plantar batata, capinar uma roça, deitar em uma grama verde e fofinha e admirar o céu cheio de estrelas. Ajoelhar-me e agradecer a Deus por estar viva e ser eu mesma. É que me dei por mim sabe e vejo que não tenho motivos para queixas, porque tenho amigos, porque tenho pai, mãe, tenho casa e comida. E mais tenho amor de sobra também, e como. Ai resolvi que de hoje em diante, quero sorrir para sempre, mesmo que doam as juntas. E que quero amar mais também, muito mais e melhor. Que vou tentar esquecer rápido, tocar muitos corações com as mãos. Irei orar mais para pedir proteção. Pronunciar palavras boas e rima-las com qualquer coisa que não seja dor. Hoje estou desmedidamente decidida que de agora em diante, só me encherei de pensamentos positivos e pessoas verdadeiras. Para aquelas que não sabem brincar de VERDADE, usarei os meus caminhos pessoais para me desviar. Porque quero o mal fora de mim e mais paz para compensar o tempo perdido. Quero apenas as cores preenchendo as minhas paredes. E quero botar o FIM no seu devido lugar. Te procuro em cada esquina, pressinto que você está próximo, até te sinto por um breve instante, penso que teu olhar me procura do alto na multidão, percebo a tua fragrância na brisa que me acaricia a face, abraço a tua presença, escute estou te chamando por telepatia. Apareça e me dê uma história nova, é que quero que ela começe logo, se possivel agora depois desse ponto final.

Colombina... Diferente...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Como estou sempre brilhando que nem purpurina. Ninguém vai saber que ainda estou machucada por dentro!

Ontem a noite, enquanto folheava as velhas agendas guardadas com zelo no meu criado, dei de cara com muitas coisas vividas no passado, mas o que me chamou mais atenção foi um email antigo imprimido e colado com êxito naquelas folhas já meio estragadas, foi a muito tempo atrás numa ocasião onde, tudo o que continha naquele pequeno texto, ainda era o nosso principal objetivo. Várias anotações do tempo em que viver para mim era muito mais fácil, era muito mais viável do que esperar que meu corpo e espírito se acostumassem com alguma rotina cansativa, são do tempo em que ser melancolica fazia mais sentido porque o tempo não era escasso e a cabeça vivia vazia, era um tempo em que tudo me era palpável... E de alguma forma que sei exatamente porque, tudo isso me voltou, por um instante, me obrigando a relembrar de como era suave e até engraçado o modo como me tratava. E eu te maltratava, até ignorava as vezes, tentava a todo custo fingir que você não existia e você simplesmente continuava ali, observando o que eu fazia e dando um jeito de interferir e estar por perto sempre... Sua bondade me constrangia, a insistência da sua presença me incomodava. E eu não sabia o que você pensava. Não Sabia o que você queria. E nós dois sabiamos que eu era teimosa e ainda sou, mas mesmo assim você esteve ali e por um certo tempo foi tão meu amigo, eu gostava disso... O inicio de tudo é sempre perfeito, depois as coisas mudaram e a amizade virou amor trazendo junto feridas que só podiam ser abertas, nunca se fecharam. As brigas eram eminentes e ainda me recordo que no final de cada frase ou mensagem, ou nos choros dentro do carro tinha sempre um ADEUS em maiusculo, ou um adeus de choro falado... Rs... E nos sabiamos que ali ainda não era fim de tudo, mas quem diria que esse adeus tão pronunciado viria apenas com o tempo, tão despercebido, tão machucado... Arranquei a folha da velha agenda. Guardei no caderno da faculdade. Talvez eu jogue fora, não acho a lixeira. Mas um dia ainda consigo parar de escrever sobre você!
Colombina... Arrependida...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Incontornável pano negro de fundo é o que sou...

Hoje estou assim meia sem direção, não estou nem preocupada com isso, mas quando olho para os lados eu me pergunto e cadê o meu? Todo mundo tem, mas cadê o meu? Ah penso que deve de existir várias pontes para ele conseguir chegar até mim, talvez ainda esteja na primeira fase, me sinto uma princesa presa no alto de uma torre, então cadê você? Só posso ser libertada por você, não, não tenho tranças, mas tenho email e celular. As vezes acabo sendo tomada por uma tristeza imensurável, é pela sua ausência é o que ela me causou, frenéticas ondas de desespero e ardor no fundo da alma. Como posso grita-lo? Se ao menos soubesse o seu nome, talvez eu saiba, tenho mesmo é medo de pronunciar e não conseguir te acordar das profundezas, é incrivel mas, tenho uma disposição natural para escrever sobre você, é, você, o desconhecido Sr. do psicológico ultra superior e avançado, porque me persegues? Se não o conheço, apenas sei que és tu o malvado ditador do meu coração. Um Hitler dos sentimentos, poderia ser um Caio F. Abreu, com doçura nas palavras e apenas uma chance. Só sei que tenho anseios grandes o suficiente para acabar com o meu dia, perdida em pensamentos jamais imagináveis por qualquer pessoa ao meu redor, tento fingir que você não existe, mas ah isso é impossivel afinal estamos falando dos meus pensamentos e não dos seus. É, talvez eu seja mesmo uma idiota blogueira, não consigo nem me livrar de mim mesma, quanto mais de você... Meu sonho era que tú limpastes a ferida negra e sem fundo com toda calma. E que ficastes. Não sei se para sempre ou por um tempo. Mas neste momento, tua presença me bastava.
Colombina... Com saudades!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver passado!

Há tempos...
Há meses...
Há dias...
Eu venho pensando em como seria se não tivéssemos tido tantos espaços de tempo, e fico aqui me perguntando, porque as coisas são assim, sempre faltando equilíbrio? Eita vidinha complicada essa viu, ela deita e rola com a gente, é impossivel explicar essa sensação desconhecida, tenho tanto amor por ti, mas é como se ele fosse só para mim, é como se você fosse inalcansável, é como se você fosse apenas o personagem de um desenho, com brilho somente aos meus olhos porém sem vida, é como se fosse um amor de fã pelo seu ídolo sendo praticamente impossível acontecer uma história de amor, é como se você fosse uma invenção desse meu coração tão ancioso. Sei lá, é que já sofri tanto, acho que calejei, ai prefiro ficar quietinha no meu canto, porque só de pensar que você me diria coisas horrivéis ai é que me fecho mesmo e escrevo... escrevo... morro todo dia um pouquinho, peço licença para a tranquilidade e morro um pouquinho de novo. Mas você está vivo e radiante na minha cabeça, no meu coração, na minha alma, no meu espirito, na minha aura, nas minhas veias, no meu sangue, nos meus orgãos, meu pulso é contável por causa da tua existência aqui dentro, no meu corpo inteirinho você vive, mas apenas nisso, porque a algum tempinho atrás eu tomei uma decisão, nunca mais falar sobre você com ninguém e tirei totalmente o seu nome do meu extenso vocabulário, cortei as amizades mal vindas que me falavam de sua pessoa, encravando a cada informação uma faca de dois gumes no meu peito com a lentidão de efeitos especiais, fujo de tudo o que te lembra como o diabo foge da cruz, para amenizar um pouquinho essa dor que é desproporcional para o meu coração, parei de ir a lugares em que posso correr o risco de te encontrar bem ou mal acompanhado, o destino me pregou peças e as minhas escolhas me sentenciaram, estou cumprindo a minha pena, prisão perpétua. Mas porque não a cadeira elétrica, forca, afogamento, sei lá qualquer coisa seria melhor do que morrer todo dia um pouquinho. Estou vivendo assim, mas como posso fugir se você está dentro é de mim?

Colombina, a de sempre!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

São dias tristes sem você!

É, tenho mesmo um jeito de rocha as vezes. Pareço fechada, não abro muitos sorrisos, mantenho sempre firme o olhar e questiono tudo olhando nos olhos. Sei que intimido, ah me perdoe. É que a maioria dos dias me dou inteira ao silêncio, e com ele divido todas as minhas horas. Desabafo sobre o amor e derramo sorrisos, só para ele. E quem me vê assim, se esconde, teme e foge, fala baixinho, se incomoda com a minha severa seriedade e tem receio que eu lhe cause algum dano. Mas, tem dias que estou flutuando, tão leve ao ponto de me desmanchar com uma palavra doce. Dou cambalhotas por brincadeira, olhares por vezes distraídos, ai começo a falar o tempo inteiro, mais para chorar não tenho mais facilidade. Desabafo a cada passo e troco papo com a minha mente. Na realidade sou puro sentimento. Dias de tranquilidade, são dias de felicidade, dias que mostro minha melhor face. Dias de paz são dias de conhecimento, os quais uso uma máscara para esconder os meus medos escusos. Não fuja, perca o medo, segure a minha mão, me dê uma abraço e me conheça por dentro. Me deixe te conquistar, porque não sou uma rocha inquebrável, mas também não sou um cristal bem desenhado, sou apenas uma joia mal lapidada, pedra rara tentando ficar perfeita...
Perfeita para você!