sexta-feira, 8 de abril de 2011

Refletindo

Paro e fico horas olhando para o nada.
E concluo que o motivo de não querer tê-lo é porque não suportaria perdê-lo.
Não olho de perto para não ter que sentir a dor de vê-lo ir ao longe.
Contento-me com o nada ao pouco.
Renegaria seu beijo se chegasse, para não dar o da despedida.
Prefiro a sua ausência, à saudade da sua presença.
Tento esquecer o seu cheiro e seu abraço para não senti-los até nos sonhos.
Prefiro mil vezes nunca mais vê-lo do que a angústia de estar ao lado sem poder tocá-lo.
Escolho o silêncio porque não ficaria satisfeita com menos que "eu te amo".
E é no silêncio que acabo por deixar os planos de lado.
Opto por encontra-lo cada vez menos para não sofrer o vazio da espera.
Não ligo, assim não arrisco ouvir a caixa postal.
Escuto uma música qualquer, só para não ouvir o timbre da sua voz que só fala aos meus ouvidos.
Neste momento fico, portanto, com o medo, e deixo a razão ditar os rumos do meu coração.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Céu?

Lá vem a Colombina de novo tentando arrastar o céu com uma simples corda. A Colombina querendo voar e o céu ameaçando chuva. Escorrendo ventos de melancolia. Vê se pode? Mas ela não desiste. E exclama: Eu vou pro céu mesmo! Por bem ou por mal! E logo pela manhã antes do ensejo, colocou o seu coração no peito de novo que era para dar sorte. Se abasteceu de sonhos e retomou o caminho. Atravessou os obstáculos da manhã fria. Subiu até o alto daquela montanha, lembra? Cumprimentou o louva-a-deus. E se jogou num voo meio desajeitado de borboletas. Quando esteve mais dona de si até alcançou o tão desejado céu, aproveitou, recolheu a chuva e acendeu as estrelas.
Então, a vontade é mesmo de céu. A última tempestade encharcou a Colombina. Suas palavras ficaram molhadas. Mas ela se lembrou que mesmo mulher ainda era menina. Então desatou os nós e alinhou a estrada com brandura. E dali pra frente ela brincou de chuva. Viu que era bom se molhar, mas só de vez em quando. Então percebeu que era abril, vai que é o mês da esperança. E não descansou os olhos até achar o rastro. Depois ficou serena outra vez. Pintou um arco-íris e escorregou em suas cores. E a noitinha, uma estrelinha cadente voltou a riscar o seu céu. Aquela. A que sempre vem e vai sabe?. Caiu bem no seu colo. Ela a abraçou mais uma vez. Oh estrelinha desastrada essa. Mas é especial. Porque ela deixa a Colombina voando nas nuvens. E faz ela sonhar por dentro. Mas sempre se solta dela. Só não sei porque, se é ela quem estabiliza seus voos, e a mantém viva e colorida no imenso azul. Mas sempre, fora do alcance de suas mãos. Tem gente que diz que não se quebra promessas? Nem sempre. Essa dai sempre quebra, Principalmente as que foram feitas naquele auge de sentimentos. Mas tudo o que a Colombina sabe agora, é que seu brilho fugaz vai ficar para sempre. Porque esse céu foi inventado para durar. Por Colombina. A que pensa nele com o coração. Nele? É, a estrelinha desastrada...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mesmo assim hoje eu precisava de você!

Hoje posso perceber que me sinto livre dos pensamentos fúteis, vãos e acusatórios que vinham me acompanhando, escarnecedores pensamentos que me refreavam sempre que tudo parecia estar bem.
Hoje posso sentir a paz reinando aqui dentro do meu coração, que a cada dia era perfurado por lanças em chamas.
Hoje posso sorrir e dizer o quanto é bom ser livre de espírito e alma.
Hoje posso dançar e cantar ao som alegre dos pássaros que visitam a janela do meu quarto toda manhã de domingo, sem achar aqueles cantos tristes e chorar
Hoje posso dizer: Ah que dia...

Isso é hoje... Mas sempre fui feliz!


segunda-feira, 28 de março de 2011

Amor que nunca morre

Foi em um fim de manhã ensolarada que aquela menininha feinha e franzina, saiu correndo em direção ao orelhão mais próximo, chegando lá deu de cara com aquele menino grandão, ah mais ela nem viu ele, apenas disse - Oi menino que eu não sei o nome, que mocinha desatenta não? Nem sabia ela que aquele menino grande seria o grande amor de sua vida. Mas ai o tempo passou, nasceram dias, luas cheias, chuva forte, chuva fina, céu preto, céu azul e até amarelo, era a vida correndo normamelmente, e aquela menininha feinha e franzina, só queria saber de brincar, brincava de bola, brincava de adedonha, brincava de jogar papel molhado e até de amarelinha com todos os seus amigos ali das redondezas, e em uma noite quente de conversa fiada aquele menino grande apareceu, ela ficou contrariada, ela não gostava dele, ela o achava um ser um tanto eloquente mesmo sem conhece-lo, mas ela não pensava que talvez ela também fosse, afinal o que pensariam um do outro? uma menininha de quinze anos e um meninão com quase dezessete, no final só deviam pensar besteira mesmo. Ai entra o julgamento impróprio, aquele que as pessoas costumam fazer sem nem conhecerem umas as outras, é um mal mundial. Mas ai foram chegando as festas juninas, os parques e palhaços, lançamentos de filmes um tanto famigerados, conversas e confidências jogadas ao vento até o cair das noites, que por sinal eram sempre tão belas, e dois estranhos e opostos deram inicio a uma tenra amizade, mas aquele menino grandão, influênciador e um bucado esperto não queria apenas a amizade daquela menininha lá, ele queria era pegar na mão dela, ele sonhava era em roubar o coração dela, ele ansiava era invadir os sonhos dela, ele buscava era tomar ela, é, tomar só para ele. Ele era um menino um tantão insistente, ele era mesmo infálivel, menino incrivel esse não? Até que a menininha caiu nas suas graças, e ela entregou a mão dela, furtou o seu próprio coração e o confiou a ele, e os sonhos dela? Ah para os sonhos ela já deixava a porta aberta, ele entrava todo dia, nem precisava bater, ela já era posse dele nem precisa dizer né, era tudo dele. Ah mais que casal diferente eles formavam, uma menininha sonhadora e um meninão faminto de conhecer a vida, eles foram felizes por muito tempo e se amaram de verdade, um bucado mesmo. Até choravam de tanto amor. Mas ai o meninão faminto de prazer foi se vangloriando muito das coisas, e começou a deixar a menininha de lado, quão triste ela ficava e chorava e esperniava, mas não conseguia mais chamar a atenção. Só o que ela não percebera é que aquele meninão já estava para se tornar um homem e já havia conhecido outros ares, ela não via, não ouvia, só vivia dentro do casulo, nada, nada da vida ela conhecia, ah que menininha triste e sofrida ela havia se tornado, não via mais beleza em nada, não via mais cor, tudo era preto e branco. E o azul do céu? E o brilho das estrelas? E o som do vento fresco? Ah, nem a brisa ela sentia mais, ela só sabia era que queria o seu menino grande de volta. Mas as coisas só pioravam, era só chuva, só vento frio, relampagos e trovões. Até que a menininha se embraveceu, tão sem chão ela ficara que começou a pisar em ovos, ovos podres por sinal, se lambusou toda, mas logo a frente se lavou, um tsunami de arrependimento. Mas não era justo ninguém jugá-la, porque ninguém sabia o tamanho da sua dor, ninguém sabia que ela chorava sangue, e ah como ela errou, mas foi a partir daí que ela começou a presenciar as suas inteiras e completas mudanças, nem era mais uma menininha, já era uma mulher, uma mulher mesmo, uma mulher feita, bonitinha e até corajosa, é que o Sr. do psicológico ultra superior e avançado, já não lhe botava tanto medo, é gente, ela cresceu e hoje lembra de tudo o que passou. E ela ainda sente falta do antes menino, agora homem, que ela conhecera um dia, ela ainda o ama, acredita? Porém não sofre, só ama em silêncio, ela briga consigo mesma por causa dele, ela fica triste por vê-lo vivendo cada vez mais enlouquecidamente e sem rumo, ela sabe que ele está sem direção, ela quer tentar mostrar o caminho, mas ela sabe que ele sempre faz a curva errada, então agora o medo que ela sente é de ouvir o tão temido não, ela tenta fugir mas não consegue. É bem verdade ela me disse, ah acho que ela queria que ele a perdoasse por tais erros grotescos, ela sabe que é pedir muito mas não custa tentar, ela queria também que ele reconhecesse os erros absurdos dele, isso a confortaria tanto. Agora ela é uma mulher batalhadora, mas estupidamente ainda sonhadora, sonha que um dia ele volte, sonha que ele saia do castelo e a busque no alto da montanha que só ele sabe onde fica. Você conhece esse um dia menino, logo após homem e depois o Sr. do psicológico ultra superior e avançado? Ele anda por ai no mundo da lua, ou dos loucos. Se o conhecer e o vir por ai por favor, pergunte se ele volta logo. Ou se não volta nunca mais. Há, sei não! Lá onde ele está deve de ser legal, a antes menininha, depois mulher ouviu dizer que chove de vez em quando, mas tem muito sol e ele adora o calor que lá faz. Sei não. Talvez ela devesse acompanhá-lo... Só para fazer um pouquinho de sombra, ela que teve essa idéia. Mas por quê não? Então se o encontrar, diga que ela mandou lembranças. Se ele perguntar em nome de quem você fala? Ah, diga que é em nome do amor mais puro e verdadeiro da menininha/mulher que ele esqueceu no meio do caminho.

 

quinta-feira, 10 de março de 2011

E viva apenas o presente...

Acho que você veio de um castelo. Eu vim de uma montanha. Acho que você era um príncipe em outra vida. Eu, uma pequena sonhadora. Você fala em querer mais. Eu falo em códigos de respeito e confiança. Teu templo é algo palpável. O meu é o meu coração. Teu Deus é o mesmo que o meu. Mas o sentimos de formas diferentes. Você dá nós, laços, não escuta o que os outros dizem. Eu uso uma espada de madeira e dou cambalhotas sorrindo. Eu sou um espírito faminto de prazer, ideias, sonhos e aprendizados. Você é um espírito sedento de luz e aventura . Você, tão grandão porém medroso. Eu, tão baixota porém corajosa. Você, um menino que sempre busca explicações para todas as coisas. Eu, uma menina que gosta de ler.
Um dia, numa pororoca da vida, o rio que você cruzava desaguou no meu. E eu te conheci. E eu percebi que meu calor é o seu calor, que o teu suor é o meu suor. Que tua história é a minha história. Que o teu beijo é o meu beijo. E dois estranhos, tão diferentes, se acharam no amor. Nossos barquinhos seguiram juntos por um cadinho de tempo. Mas você teve que voltar para o seu castelo e continuou remando. Eu desci do meu barco e subi a montanha. De lá de cima, toda vez que um vento bate, ouço as trombetas e a voz doce do meu eterno príncipe me chamando. Mas não é mais fácil você vir me buscar logo?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Será que sou Ambivalente?!?

Eu li que: o amor é paciente, é benigno. É, talvez seja mesmo. Eu é que não sou. Quem sabe essa minha falta de paciência, e o meu pavio tão curto, tão altamente inflamável sejam o que me faça sempre me apaixonar, mas nunca me entregar como de fato o amor merece ser vivenciado e construído: em estado de exctase.Ou talvez sentimentos antigos não permitam.
Eu, que ou queimo, ou apago. Que firo, para depois fazer um curativo. Morro de amor, ou saio correndo. A vida é só uma, acaba rápido, e a cada dia que se passa sinto como se a memória ficasse mais curta, e os dias exaustivos apenas mais um na pilha desses tantos, desinteressantes que ando vivendo. O preço que a falta de consciência me custou: deixar quase tudo pela metade, e aprender a força com as próprias feridas a praticar o pensamento adiantado. Pensar, pensar e praticar aquela coisa muito aconselhada e buscada, mas nunca antes por aqui formada, a calma.
A falta de habilidade para encontrar bases sólidas para que o especial e imprevisível que tanto almejei se abrigasse, bem cuidado, seguro e salvo, é nítida. Andando tão doida para cá, para lá, sem rumo, para algum buraco, tentando entender tudo que se passa no meu coração. Sem encontrar nada e nunca, aumentar o passo ou diminuir o caminho? Melhor mesmo é ritmar os fatos. equilibrar os acontecimentos. E nunca me cansar dessa tranquilidade, que pode ser mudança de vida, e que nem ao menos me foi apresentada, nunca obtive. Se hoje te amo, é natural que amanhã passe a te odiar. E ah como quero isso. Meus momentos são momentos mesmo. Tão intensos, que as vezes duram apenas segundos que pedem para ficar, mas se escorrem nas vezes em que meu coração se sente machucado e magoado esse meu as vezes tolo e inexato peito acelerado. No decorrer dessa minha realidade, sempre tão clara que chega a ser confusa. Se não sair como planejei, não tenho plano B ou C ou segunda intenção por trás de nada. Há um impulso sim que aguarda e então espero o retorno rápido e importante que alimenta e não deixa perecer, um dia após o outro, para que não me consuma com minha própria estupidez e raiva.
A agonia uma amiga diária, de sangue mesmo, de erros e mancadas, de lutas e conquistas, tem sido invisível por um tempo, quem tem me dado um tantão de atenção é a sua substituta contrária, a qual nunca liguei a calmaria. Que carrega nome de santa, e tem sido mesmo um santo remédio. O sobrenome dela tem sido o meu nome. Chega a ter movimentos lerdos, mas acalma o que se foi, aconchega o que está por vir, e me faz esperar.
Me faz deixar para lá as tão loucas expectativas, os pensamentos já enjoados e frenéticos, para que então ressuscitem as ideias mais malucas, de convivência, focada e também tatuadas na alma. Trago a tona antigas tradições, navego em embarcações desconhecidas em oceanos até então anônimos. Respiro novos ares antes indomáveis, na altitude espetacular a que me submetia. Escuto, calo e consinto, vejo antigos conceitos se atualizarem, e alguns novos evaporarem. O conselho pela busca de mudanças tem sido melhor que o esperado, antes por mim, nunca seguido, mas quase encontrado.
A inexplicável masmorra em que eu sobrevivia com pequenos retornos manobrados com tantos cálculos, que o perigo de um acidente é quase inexistente, ainda bem porque tem muita gente olhando. Com tantas pessoas me cercando começo a me sentir um ser um tanto famigerado. Os caminhos mapeados e detalhados, refeitos e bem sinalizados, antes encobertos pela névoa obscura que era o meu modo de viver tão alucinada em busca do que quer que fosse que eu quisesse no momento, então posso chamar de refúgio.
Hoje analiso bem o que quero para amanhã. Trabalho no que desejo, antes de sair por ai cambaleando com projetos que ao final de tudo se tornam ridicularizados, planos mal planejados. Então eu peço a mim mesma para que me deixe sentir a duração dos fatos por um certo tempo, para que amadureçam na minha mente, e para que me surpreendam, para que com virtude e apenas uma faísca de medo as realizações sejam realmente uma realidade, e do mundo dos sonhos saiam de uma vez por todas. A dosagem certa traz paz, e esconde um pouco essa outra parte que de mim nunca sairá, que ateia chama e manipula ações, boas ações, o impulso, o fogo as chamas mesmo.
Sempre que me recuso a aprender por bem, a vida me faz conhecer na marra. Ter calma tem sido o exercício mais ambicioso e sábio que me propus a sofrer, fui sentenciada e todas as ambíguas palavras e atitudes que cometi a pronunciar e encenar eram apenas uma vontade louca de reencontrar aquilo que já chamei de grande amor. Levo o kit completo de fósforos, fogo e rapidez no fundo enganoso da bolsa diária, nunca se sabe quando se reencontrar com a essência que já muito flamejou e hoje é usada em ocasiões especiais se torna também uma alternativa de caminho, interessante, porém perigoso.

Alguém ai me salva!

Hoje vou ser bem sincera, muito mesmo. Se você tem namorado, é casado ou tem uma vida de CASADO, por favor, entenda as diferenças e seja paciente comigo mera solteira. Faço um esforço imenso para estar presente em todas as datas que vocês tanto me solicitam, como dia de ir ao Fondue, Crepe, viagem a dois, shopping, cinema e bla bla bla. Por isso é muito chato ouvir o tempo todo "Você nunca vai na minha casa" ou "Você sumiu, o que aconteceu?" ou "Você nunca quer sair com a gente". Primeiro, foram vocês que deixaram de ir para a balada. Eu não ligaria nem um pouco se vocês às vezes saíssem da rotina cinema-restaurante-motel (NÃO QUE ISSO SEJA CHATO, MAS FAZER SÓ ISSO TODO DIA É INSUPORTÁVEL) e fossem comigo para um lugar cheio de gente e música alta. E eu até acharia legal vê-los dançando agarradinhos.

Acontece que vocês ficaram afastados um tempão por causa do fogo inicial da paixão. Aí depois, começaram a olhar para os lados de novo e a sentir falta dos amigos. ( CLARO QUE ISSO NÃO CABE A TODOS OS CASAIS QUE CONHEÇO, MAS A ALGUNS) Aí depois de muito tempo decidiram convidar a galera para uma reuniãozinha em casa na sexta à noite, regada a comida e cerveja quente. Não estranhem se só os acompanhados comparecerem. Acontece que eu adoro sexta à noite para me reunir com as amigas, ou até mesmo ficar em casa deitadinha vendo um filme.
Mas se mesmo assim eu for, provavelmente vou embora mais cedo para fazer alguma dessas coisas, desculpe a minha falta de paciência para ouvir sobre a gravidez, ou o namorado que está um porre, ou o marido que está chegando mais tarde do trabalho nesses últimos dias, desculpe se não me interessa saber o que você fez para o jantar na noite anterior, ou se não reparei no seu tapete novo, ou se colocou uma foto minha no mural. É que, para mim casa é um lugar frequentado geralmente por pessoas que nem reparam se tem tapete, na cor da cortina, que o interruptor de luz está quebrado ou que a pessoa na foto é você, ou nesses inhen inhen inhen de gente casada que combina a casa com tudo, pensando ser uma casa de bonecas.
Aí, à medida que o fogo entre vocês começa a beirar à normalidade, combinam que nos sábados à tarde vão sair sozinhos, cada um com seus amigos, pois acham isso saudável para a relação. A casada já começa a chamar na segunda-feira anterior para uma cervejinha, e ai quando eu decido que vou você liga em cima da hora desmarcando porque o bendito desmarcou com os amigos dele também, ah tenha santa paciência viu.

Por isso eu digo não se irrite se um dia antes eu ainda não tiver confirmado, aquele almoço. Não é porque não gosto de você. É que só decido o que vou fazer no sábado quando acordo no... sábado. Porque eu nunca sei o que vai ser da minha sexta-feira, dependendo vou querer dormir até depois do almoço e ainda têm outro porém. Vou estar super ocupada com alguns dos meus programas preferidos aos sábados. Entre eles, ir ao salão de beleza, tomar sol, fazer massagem ou comprar uma roupa nova. Tudo para ficar linda para o evento da noite. Há sempre um evento sábado à noite. Se possível, ainda durmo de novo à noitinha pra ficar ainda mais leve. Por isso, não tenho tempo. Desculpe mesmo, seria interessante uma tarde com você... mas é bem difícil pra mim.

Jantares, normalmente só vou muito de vez em quando, no caso de ser aniversário de uma amiga mesmo, e olhe lá. Sou solteira geralmente não saio para comer, mas como para sair. Afinal, preciso tentar ficar magra e também não quero ficar gastando meu dinheirinho suado com jantares quase a luz de velas e eu sozinha olhando para a feliz face de vocês. Sobraram os almoços de domingo. Isso também pode se tornar uma tortura para mim. Para começar, é muito provável que eu tenha amanhecido o dia, por isso, já acordo depois do almoço. E mesmo que tenha acordado cedo, vou estar com muita preguiça. E morrendo de dor de cabeça. Por isso, não vou aguentar uma tia ou sogra de não sei quem fazendo perguntas do tipo "Como uma moça tão bonita e inteligente como você está solteira?" (aliás, é difícil entender por que as pessoas acham que quem tem este perfil não tem o direito de ser solteiro). É em proporçôes logarítmicas que ouço isso e é realmente um saco. Sem falar nas crianças gritando e me puxando, me fazendo pirar.

Preciso mesmo é descansar para conseguir encarar a semana de trabalho e salto alto e organizar as ideias . E, se isso não acontecer, pode ter certeza que o domingo à noite reserva outro "evento", onde uma solteira como eu deposita suas fichas de encontrar ou reencontrar um grande amor e, assim, poder deixar de ir às baladas, de fazer algumas besteiras e reconquistar o direito de ficar mais em casa nos finais de semana. Então moral da história para quem não entendeu nadinha. ESTOU CANSADA DE SER SOLTEIRA!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

As vezes nem parece anjo...

A ansiedade as vezes me provoca medo...
E o medo acompanhado da insegurança, traz mais ansiedade ainda...
Então eu penso "calma, tudo está em calma deixe que beijo dure, deixe que o tempo cure"
É muito fácil simplesmente virar e dizer "será que daria certo? será, será, mas... mas..."
é duro... Que amigo não?
logo que ouvi, depois de alguns segundos pensando e pensando naquilo que acabara de ouvir parei e me perguntei, porque eu tenho que me martirizar tanto? será que vale mesmo a pena?
mas nada ficou tão claro como o que eu tinha escutado, é difícil se fazer forte, quando na verdade o que você quer é explodir e dizer logo tudo o que pensa
é difícil retomar a paz
é difícil se manter inerte
tudo fica mais difícil
me sinto de mãos atadas e é uma coisa tão simples
enquanto tentava colocar as coisas nos eixos novamente, então alguém diz "calma, relaxa, não desiste" e me ensina o primeiro passo
e outro diz " se for pra ser vai ser" e outro diz "não pare a sua vida"
e assumo que ouvir a tudo e todos me deixa mais confusa
estou chateada e triste, estou mesmo... Não estou com vontade de ver e nem ouvir ninguém, quero que passe tudo em branco nesse dia branco...
São as pitadas de esperanças que me fazem entrar em desespero quando estou sozinha no meu quarto e quando ganho um abraço carinhoso de alguma amiga ou amigo a vontade que dá é de me desabar e chorar, falar tudo, mas quando isso ao menos passa pela minha mente eu recuo e travo, e no final acaba que ninguém me entende, nem eu mesma me entendo as vezes...
eu acho que eu só precisava mesmo era ter você, mas isso é uma coisa que não acontecerá.
a verdade é que o medo acaba escondendo verdades, verdades essas que talvez serviriam como solução, verdades que não são minhas, até porque todas as minhas verdades estão bem expostas, mas é muita verdade para um post só né?!?
mas tudo isso ai é até fácil de se escapar se for comparar com o cheiro e o abraço, a briga é feia... Acho que estou ficando maluca!
Um amigo me diz que as coisas acontecem na nossa vida nem cedo e nem tarde, mas na hora certa. 

 "Se você vê estrelas demais... lembre que um sonho não volta atrás... chega logo perto e diz: 'Anjo!'" mas o que não volta atrás mesmo não são os sonhos mas o tempo, ah se voltasse eu teria feito tudo diferente!
Mas é como eu digo estou sempre bem!


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Me abraça de novo?!?

Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieta. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo ser capaz de atravessar mentalmente, dormindo ou acordado todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência, e pudesse novamente sentir esse cheiro que só você tem, tocar a sua pele e sentir esse abraço carinhoso e aconchegante mas desta vez nunca mais te largar. Mas não, não me atrevo. Então fico ainda mais confusa, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. E desde então, venho sonhando... mas esses sonhos me deixam frustrada, porque em um breve segundo estou contigo, e sorrio encantada com a possibilidade de te ter. Mas quando abro os olhos só vejo
a escuridão do meu quarto, ou um monte de gente a minha volta...
Isso dói!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pensamentos por sentimentos!

Porque é sempre tão difícil sair de situações assim, e quanto mais me envolvo nesse meio descubro uma coisa nova aqui e outra ali, só que cada vez mais sinto e é dolorido por mais que eu tente mitigar tais situações ocasionais e por mais que eu praticamente me obrigue a não sentir nada, no fundo, bem lá no fundo eu não consigo, eu sinto mesmo. Todas essas coisas são refúgios, porém refúgios não muito proveitosos, é critico... O bom é que aprendo com esses momentos não muito gloriosos, não há nada para me orgulhar, eu sei... Mas não é fácil aceitar certas coisas, e na minha tão impensada independência emocional, percebo que não sou nada independente... Só quero que saiba que estou com raiva. Acha que não imagino os reles pensamentos que passam por essa cabecinha virtuosa e ao mesmo tempo muito mais complicada do que a minha. Ah sim eu faço uma ideia, mas pare e pense posso não ser tão boba assim, nem tão ruim assim, nem tão criança assim, sei lá, tem muita coisa sobre você que não dá mesmo pra deduzir, melhor nem tentar entender. Já fiz muita besteira eu sei, mas quem nessa vida nunca fez? quem nunca se arrependeu por ter tomado atitudes por impulso? então quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra... Hoje eu só queria te dar um abraço, daqueles que nunca dei... Sei que fiz coisas sem sentido, mas mudei a partir delas, será que eu sou a única que não merece uma segunda chance?
Tenho saudade!
 
Pensei enquanto sonhava de madrugada, escrevi
...pra não esquecer você